A hemodiluição para a circulação extracorpórea em adultos, em geral, deve ser em torno de
- A)10 ml / Kg de peso.
Errada: 10 ml/kg é um valor baixo demais para representar a hemodiluição usual da circulação extracorpórea em adultos.
- B)15 ml / Kg de peso.
Errada: 15 ml/kg ainda fica abaixo da faixa geralmente esperada para o priming/hemodiluição do circuito em adultos.
- C)5 a 15 ml / Kg de peso.
Errada: 5 a 15 ml/kg subestima a quantidade normalmente usada na circulação extracorpórea adulta.
- D)20 a 30 ml / Kg de peso.
Certa: a hemodiluição para circulação extracorpórea em adultos, em geral, fica em torno de 20 a 30 ml/kg.
- E)40 a 60 ml / Kg de peso.
Errada: 40 a 60 ml/kg é alto demais para o valor usual de hemodiluição do circuito em adultos.
Gabarito: D
Na circulação extracorpórea, a hemodiluição acontece porque o volume do circuito (tubos, oxigenador, reservatório) mistura-se ao sangue do paciente. Em adultos, esse volume de hemodiluição/priming, em geral, fica em torno de 20 a 30 ml/kg, justamente para permitir o funcionamento seguro da máquina sem uma queda exagerada do hematócrito. Em outras palavras: não é um valor “de bolso”, mas uma estimativa prática usada em perfusão e cirurgia cardíaca. A ideia é simples: quanto maior o volume de priming em relação ao sangue do paciente, maior a diluição. Isso ajuda a manter a circulação extracorpórea preenchida e funcional, mas não pode ser excessivo a ponto de provocar anemia importante durante o procedimento. Por isso, em adultos, o intervalo mais cobrado nas provas é esse da alternativa D. Se você pensar em termos de prova, desconfie de valores muito baixos, que subestimam o volume necessário do circuito, ou muito altos, que lembram mais situações de grande reposição volêmica do que a hemodiluição esperada na circulação extracorpórea. A banca gosta de cobrar exatamente essa noção de faixa usual, e não um número absoluto isolado.