Durante uma RCP em um paciente intubado, o sinal clínico mais fidedigno do retorno da circulação espontânea é a(o)
- A)aparecimento de ondas R ao ECG.
Errada: ondas R no ECG podem aparecer com ritmo organizado, mas isso não garante circulação efetiva nem retorno do pulso.
- B)subida rápida do CO2 expirado.
Certa: a subida rápida do CO2 expirado indica aumento do fluxo pulmonar e é um sinal muito fidedigno de retorno da circulação espontânea em paciente intubado.
- C)detecção de pulso femoral.
Errada: a palpação de pulso femoral pode ser difícil, lenta e pouco confiável durante a RCP.
- D)aumento da pressão arterial.
Errada: aumento da pressão arterial pode ocorrer após ROSC, mas não é o sinal clínico mais fidedigno durante a reanimação.
- E)surgimento de ondas ao EEG.
Errada: ondas ao EEG não são usadas como marcador clínico de retorno da circulação espontânea na RCP.
Gabarito: B
Durante a RCP, principalmente em paciente intubado, você quer um sinal que apareça cedo e que realmente traduza a volta da perfusão. O monitor pode até ajudar, mas o coração não “avisa” o retorno da circulação só porque surgiu uma atividade elétrica bonita no ECG. Eletricidade sem pulso não resolve a vida do paciente. O dado mais confiável é a subida rápida do CO2 expirado (capnografia). Quando a circulação espontânea retorna, o débito cardíaco aumenta e mais CO2 passa a chegar aos pulmões, fazendo o valor do ETCO2 subir de forma abrupta. Por isso, em PCR com via aérea avançada, a capnografia é um marcador prático e muito útil de retorno da circulação espontânea. Já pulso palpável, pressão arterial e outros achados podem aparecer, mas são menos fidedignos no momento da reanimação: podem ser difíceis de sentir, depender do observador ou demorar mais para se tornar claros. O ECG, por sua vez, pode mostrar ritmo organizado sem que exista pulso efetivo. EEG também não é o marcador clínico de ROSC na beira-leito. Em resumo: durante RCP em paciente intubado, a capnografia mandando o recado com aumento súbito do CO2 expirado é o sinal clássico de retorno da circulação espontânea. É o tipo de detalhe que a banca adora cobrar, porque parece “só um número”, mas na prática salva tempo e evita falso alarme.