Em relação à Doença de Membrana Hialina (DMH), assinale a afirmativa correta.
- A)A DMH é uma consequência da redução de uma complexa mistura de fosfolipídeos/vitaminas chamada surfactante que diminui a tensão na superfície alveolar.
Errada, porque o surfactante não é uma mistura de fosfolipídeos e vitaminas, e sim de fosfolipídeos e proteínas produzida pelos pneumócitos tipo II.
- B)Segundo a Lei de Laplace (P= 2T/r), como o raio do alvéolo tende a diminuir durante a expiração, na falta do surfactante caracterizando a DMH, o alvéolo vai necessitar de pressão para se manter aberto.
Certa, pois a falta de surfactante aumenta a tensão superficial e exige maior pressão para manter o alvéolo aberto, conforme a Lei de Laplace.
- C)Na DMH, pela falta de surfactante, no final da expiração o alvéolo colapsa, aumentando a capacidade residual funcional.
Errada, porque na DMH o colapso alveolar ao final da expiração reduz, e não aumenta, a capacidade residual funcional.
- D)Diabetes materno, sexo masculino e asfixia perinatal aumentam o stress fetal aumentando a produção de surfactante.
Errada, pois diabetes materno, sexo masculino e asfixia perinatal estão associados a maior risco de DMH por imaturidade e menor ação de surfactante, não por aumento de sua produção.
- E)Durante a inspiração, o pulmão deficiente em surfactante tem um aumento na complacência e na diminuição da resistência.
Errada, porque a deficiência de surfactante diminui a complacência pulmonar e aumenta o trabalho respiratório, em vez de aumentar a complacência e reduzir a resistência.
Gabarito: B
A Doença de Membrana Hialina (DMH), hoje mais lembrada como síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido, acontece principalmente pela deficiência de surfactante pulmonar. O surfactante é uma mistura de fosfolipídeos e proteínas, produzida pelos pneumócitos tipo II, cuja função é reduzir a tensão superficial dentro dos alvéolos. Sem ele, o alvéolo fica “mais teimoso” para abrir e tende a colabar no fim da expiração. Aqui entra a Lei de Laplace: P = 2T/r. Quando a tensão superficial (T) está alta, a pressão necessária para manter o alvéolo aberto também aumenta. Isso é exatamente o problema da DMH, porque o pulmão imaturo tem pouco surfactante e precisa de mais pressão para evitar o colapso alveolar. Resultado: pouca complacência, muito esforço respiratório e aquele quadro clássico de desconforto logo após o nascimento. Por isso, a alternativa B está correta: sem surfactante, o alvéolo tende a fechar na expiração e precisa de pressão para permanecer aberto. As demais trocam os conceitos de cabeça para baixo ou dizem o oposto do que ocorre. Na prática clínica e nas provas, lembre: surfactante baixo = alvéolo instável, baixa complacência e colapso no final da expiração. Em concurso, a banca gosta de testar exatamente essa relação entre fisiologia e clínica neonatal. Então, se aparecer Laplace + surfactante + recém-nascido prematuro, pense em alvéolo com dificuldade de se manter aberto, não em pulmão “mais elástico” ou “mais fácil” de expandir.