A função adutora fraca ou ausente do polegar resulta na flexão da articulação interfalangiana (IP) durante a pinça, e é denominada
- A)Lesão de Stenner.
Errada: não é o sinal relacionado à fraqueza da adução do polegar, e sim a outro achado clínico de mão.
- B)Sinal de Wartenburg.
Errada: o sinal de Wartenburg se relaciona à abdução do dedo mínimo, não à pinça do polegar.
- C)Sinal de Froment.
Certa: é o sinal de Froment, em que a flexão da IP do polegar compensa a fraqueza do adutor do polegar.
- D)Sinal de Finkelstein.
Errada: o sinal de Finkelstein é usado na tenossinovite de De Quervain, não em lesão do nervo ulnar.
- E)Sinal de Watson.
Errada: o sinal de Watson é um teste do punho, ligado à instabilidade escafolunar.
Gabarito: C
Quando o polegar perde a função adutora, a pinça fica “desajeitada” e o paciente compensa flexionando a articulação interfalangiana (IP) do polegar. Esse achado clássico recebe o nome de sinal de Froment. Na prática, ele sugere fraqueza do músculo adutor do polegar, geralmente por lesão do nervo ulnar, que é o grande responsável por essa função fina da mão. O teste é simples: peça para o paciente segurar uma folha entre o polegar e o indicador. Se a adução estiver fraca, ele tenta compensar flexionando a IP do polegar, usando o flexor longo do polegar, que é inervado pelo nervo mediano. É quase um “plano B” do corpo para não deixar a folha escapar. Por isso o gabarito é a letra C. O nome do sinal aponta exatamente para essa compensação na pinça por falha da adução do polegar, o que é muito cobrado em ortopedia e em exame neurológico da mão, especialmente em suspeita de neuropatia ulnar. As outras alternativas trazem sinais de outros contextos: Wartenberg fala de abdução do quinto dedo, Finkelstein está ligado à tenossinovite de De Quervain e Watson ao punho. Stenner não corresponde a esse quadro de pinça do polegar.