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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Na chamada Sequência Rápida de Intubação para o TCE grave, é mandatório o uso de

Gabarito: E

Na Sequência Rápida de Intubação (SRI), a ideia é diminuir ao máximo o tempo entre a sedação e a passagem do tubo, porque o paciente com TCE grave não pode ficar “brigando” com a via aérea nem sofrer mais aumento da pressão intracraniana. Por isso, além do agente indutor, você precisa de um bloqueador neuromuscular para garantir relaxamento rápido e facilitar a intubação em uma única tentativa. O foco é: intubar rápido, com segurança e sem atrasar o procedimento. No TCE grave, a escolha do sedativo varia conforme hemodinâmica e contexto, mas o que não pode faltar na SRI é o bloqueador neuromuscular. Ele reduz o reflexo de tosse, melhora a laringoscopia e evita esforço muscular desnecessário, o que ajuda a controlar a pressão intracraniana. Essa lógica é clássica em medicina de emergência e terapia intensiva: sedação sem paralisia não é SRI completa. Os indutores como propofol, midazolam, fentanil ou etomidato podem aparecer no esquema, mas nenhum deles é o elemento obrigatório por definição. O fármaco mandatório, pelo conceito da técnica, é o relaxante neuromuscular. Em provas, a banca costuma cobrar exatamente essa distinção entre “medicação usada” e “medicação indispensável”. Então, o gabarito E está correto porque a SRI, especialmente no TCE grave, exige bloqueio neuromuscular para otimizar a intubação e evitar tentativa traumática ou prolongada. A escolha do indutor pode variar, mas a presença do bloqueador neuromuscular é o ponto que fecha a técnica.

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