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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Nos pacientes portadores de Síndrome de Wolf Parkinson White avaliados por meio do teste ergométrico, assinale, dentre as opções abaixo, aquela que contenha achados que NÃO devem ser valorizados durante o exame.

Gabarito: A

Na síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW), o teste ergométrico ajuda a observar o comportamento da pré-excitação com o aumento da frequência cardíaca. O achado mais importante é ver se a onda delta e o intervalo PR se normalizam com o esforço, porque isso sugere que a via acessória deixa de conduzir em altas frequências, o que costuma ser um dado mais tranquilizador. Também podem aparecer arritmias supraventriculares durante o exame, como taquicardia supraventricular com QRS estreito ou largo, além de fibrilação atrial com QRS largo, especialmente se houver condução pela via acessória. Esses achados são valorizados porque mostram a vulnerabilidade elétrica típica da síndrome e ajudam na estratificação de risco. Já o infradesnível do segmento ST pode ser apenas um efeito da própria pré-excitação, que altera a repolarização ventricular e cria falsos sinais de isquemia no ECG. Em outras palavras: o traçado da WPW pode “imitar” alteração isquêmica sem que isso represente, de fato, doença coronariana. Por isso, nesse contexto, esse achado não deve ser valorizado como sinal patológico do teste. Assim, o gabarito é a alternativa A, pois o infradesnível de ST em pacientes com WPW durante o esforço pode ser um artefato eletrocardiográfico da síndrome, e não um achado clínico confiável do exame.

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