O tratamento da infecção pelo vírus influenza, além das medidas de suporte, hidratação, repouso e sintomáticos, baseia-se no uso de antivirais específicos. Em relação ao uso de antivirais, analise as afirmativas a seguir. I. A eficácia dos antivirais é maior a partir de 48 horas do surgimento dos sintomas. II. Os antivirais diminuem o risco da ocorrência de complicações associadas à gripe (bronquite, otite média aguda e pneumonia). III. Os antivirais disponíveis e recomendados para o tratamento, no Brasil, são o oseltamivir e a amantadina. Está correto o que se afirma em
- A)I e II, somente
A alternativa reúne as afirmativas I e II como corretas. A I está errada porque a eficácia dos antivirais é maior quando iniciados precocemente, idealmente nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, e não depois disso. A II descreve um efeito verdadeiro, pois o uso precoce de antivirais pode reduzir complicações como otite média, bronquite e pneumonia, mas a presença da I invalida o conjunto.
- B)I, somente.
Esta opção afirma que somente a afirmativa I estaria correta. O problema é que a I inverte o conceito clínico: os antivirais para influenza têm maior benefício quando usados logo no início do quadro, especialmente até 48 horas, e não a partir desse ponto. Portanto, a alternativa erra no fundamento temporal da eficácia do tratamento.
- C)II, somente.
Aqui se sustenta que apenas a afirmativa II está correta. Isso procede porque os antivirais, quando indicados e iniciados precocemente, podem diminuir a chance de complicações da gripe, inclusive otite média aguda, bronquite e pneumonia. Já a I está errada por dizer que o efeito é maior após 48 horas, e a III está errada porque a amantadina não é recomendada no Brasil para esse fim, restando o oseltamivir como principal opção.
- D)II e III, somente.
Esta alternativa combina as afirmativas II e III. A II realmente está correta ao apontar que os antivirais reduzem o risco de complicações associadas à influenza, mas a III falha ao incluir a amantadina como medicamento recomendado no Brasil. A amantadina perdeu utilidade clínica pela ampla resistência viral, de modo que não integra a recomendação atual para tratamento da gripe.
- E)I e III, somente.
A opção diz que as afirmativas I e III seriam as corretas. As duas estão erradas no conteúdo: a I contraria a regra de maior eficácia com início precoce do antiviral, e a III inclui a amantadina, que não é recomendada para influenza no Brasil por resistência dos vírus. Assim, o conjunto proposto não se sustenta tecnicamente.
Gabarito: C
Na gripe por influenza, o antiviral mais cobrado é o oseltamivir, que funciona melhor quando iniciado cedo, idealmente nas primeiras 48 horas do início dos sintomas. Depois disso, ele ainda pode ser usado em casos selecionados, principalmente em pacientes graves, internados ou com risco de complicações, mas a maior eficácia não é tardia, e sim precoce. O ponto central da questão é que os antivirais ajudam a reduzir a duração do quadro e também a chance de complicações como otite média, bronquite e pneumonia. Por isso, em pacientes com maior risco, o tratamento não deve ficar preso a uma “janela perfeita” de tempo como se fosse relógio suíço. Sobre os medicamentos, no Brasil o antiviral recomendado para influenza é o oseltamivir. A amantadina caiu em desuso para esse fim porque há muita resistência viral e, por isso, não é considerada opção recomendada no tratamento habitual da gripe. Assim, a afirmativa II está correta, enquanto I erra o tempo de maior eficácia e III erra ao incluir a amantadina. Por isso, o gabarito é a alternativa C.