Em relação à infecção fúngica invasiva no neonato, assinale a afirmativa correta.
- A)O principal agente em neonatos internados em UTI neonatal é a Candida tropicalis.
Errada, porque em neonatos internados em UTI neonatal os agentes mais lembrados são Candida albicans e Candida parapsilosis, e não Candida tropicalis como principal.
- B)São fatores de risco para candidíase invasiva a intubação orotraqueal e a prematuridade.
Certa, porque prematuridade e intubação orotraqueal aumentam o risco de candidíase invasiva no neonato, junto com outros fatores como cateter e antibióticos de amplo espectro.
- C)A droga de escolha para o tratamento empírico de candidíase invasiva no neonato é a equinocandina.
Errada, porque a equinocandina não é a droga de escolha empírica padrão para candidíase invasiva neonatal; a conduta depende do contexto e da espécie suspeita.
- D)Os cateteres venosos centrais devem ser removidos APENAS se houver fungemia persistente após 7 dias de tratamento antifúngico sistêmico.
Errada, porque cateter venoso central deve ser retirado o quanto antes quando possível, e não apenas se houver fungemia persistente após 7 dias de tratamento.
- E)A candidemia invasiva não está relacionada à colonização de pele e mucosas do neonato.
Errada, porque a candidemia invasiva no neonato tem relação com colonização de pele e mucosas, que pode preceder a infecção sistêmica.
Gabarito: B
A candidíase invasiva no neonato é um tema clássico de UTI neonatal porque o recém-nascido, especialmente o prematuro, tem imunidade imatura, pele e mucosas mais frágeis e costuma ser exposto a procedimentos invasivos. Nessa combinação, a Candida aproveita a chance como oportunista, quase como quem vê a porta da UTI entreaberta e entra sem cerimônia. O ponto central da questão é lembrar que prematuridade é fator de risco importante para candidíase invasiva, assim como uso de cateter venoso central, antibióticos de amplo espectro, nutrição parenteral, ventilação mecânica e intubação orotraqueal. Por isso, a alternativa B está correta: a intubação orotraqueal e a prematuridade realmente aumentam o risco de infecção fúngica invasiva no neonato. Em prova, também cai bastante a ideia de que Candida no neonato costuma estar ligada à colonização de pele e mucosas e pode evoluir para candidemia. O manejo exige atenção ao foco, e a remoção de cateter, quando possível, costuma ser precoce, não esperando fungemia prolongada como regra fixa. Outro detalhe cobrado em bancas é o agente mais comum: em neonatos, Candida albicans ainda é muito relevante, e Candida parapsilosis também aparece com frequência em ambiente hospitalar, especialmente associada a dispositivos. Equinocandina não é, de forma geral, a resposta-padrão empírica em neonatos, então vale desconfiar quando a banca tenta empurrar uma solução moderna demais para o cenário clássico.