As descargas periódicas epileptiformes lateralizadas (PLEDs), espículas ou ondas agudas que se repetem em intervalos algo regulares, costuma estar associada à(s)
- A)doenças agudas em pacientes críticos.
Correta: PLEDs são tipicamente associadas a lesões cerebrais agudas ou subagudas em pacientes críticos, como AVC, encefalite e outras agressões focais.
- B)catatrenia.
Errada: catatrenia é um distúrbio respiratório do sono com gemido expiratório, sem relação com esse padrão de EEG.
- C)hiperssonias.
Errada: hipersonias causam excesso de sono, mas não explicam descargas epileptiformes lateralizadas no EEG.
- D)parassonias.
Errada: parassonias são comportamentos anormais do sono, como sonambulismo e terrores noturnos, e não esse achado eletroencefalográfico.
- E)apneia obstrutiva do sono.
Errada: apneia obstrutiva do sono é um distúrbio respiratório do sono, sem associação típica com PLEDs.
Gabarito: A
As PLEDs, ou descargas periódicas epileptiformes lateralizadas, são padrões do EEG que aparecem como espículas ou ondas agudas repetidas de forma relativamente regular em um hemisfério. Em prova, isso acende uma luz amarela bem forte: costuma indicar lesão cerebral focal aguda ou subaguda, especialmente em pacientes graves, como em AVC isquêmico recente, encefalite, tumor, infecção do SNC ou outras agressões agudas ao cérebro. A ideia central é simples: quando o cérebro está sofrendo uma agressão importante e localizada, ele pode responder com esse padrão elétrico anormal. Por isso, PLEDs não são um achado ligado a distúrbios do sono, mas sim a doença neurológica aguda, muitas vezes em contexto de UTI ou emergência. Elas podem até se associar a crises convulsivas ou risco aumentado de epileptogênese, mas o ponto da questão é a associação com quadro agudo em paciente crítico. Então, o gabarito A está correto porque descreve exatamente o cenário clássico das PLEDs: doenças agudas em pacientes críticos. É o tipo de achado que faz o examinador pensar em sofrimento cerebral focal recente, e não em um distúrbio comportamental ou respiratório do sono. Se você viu um EEG com descargas periódicas lateralizadas, pense primeiro em lesão cerebral aguda e paciente internado, não em ronco, sonolência ou parassonia. Aqui a banca quer que você reconheça o valor semiológico do padrão eletroencefalográfico.