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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Menina, 15 anos, atleta olímpica, asmática, foi suspensa das suas atividades esportivas após exame anti-dopping. A atleta faz uso diário de budesonida inalatória (400 mcg/dia) + formoterol (12 mcg/dia) e montelucaste (10mg/dia) e, na semana anterior ao exame, apresentou exacerbação grave da asma tratada com prednisolona (40mg/dia) e salbutamol (1200mcg/dia). Assinale a opção que indica a medicação que necessita de justificativa médica durante as competições e de apresentação de formulário de autorização para uso.

Gabarito: B

Em controle antidoping, o que mais cai em prova é separar remédio de uso comum de substância que pode exigir Autorização de Uso Terapêutico (AUT/TUE) ou justificativa médica. Em atletas, o foco não é só se o remédio trata a doença, mas se ele entra na lista de substâncias proibidas em competição ou fora dela. Na asma, broncodilatadores inalados e corticoide inalatório, em geral, têm uso mais tranquilo no antidoping, enquanto corticoide sistêmico, como a prednisolona por via oral, costuma acender a luz amarela porque é proibido em competição sem autorização específica. Isso vem das regras da WADA/AMA e das normas da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), que seguem essa lógica para autorização terapêutica. Por isso o gabarito é a letra B. A prednisolona, usada na semana anterior para exacerbação grave, é a medicação que pode demandar justificativa médica e o formulário de autorização, especialmente se houver possibilidade de presença do fármaco em período competitivo ou janela de restrição. Em prova, quando aparece asma + atleta + corticoide sistêmico, pense: aqui mora a pegadinha. As demais medicações da asma da questão são, em regra, compatíveis com a prática esportiva dentro dos limites regulamentares. O examinador quer ver se você sabe diferenciar tratamento habitual de medicação com restrição antidoping, e não se assusta com nomes bonitos de inaladores.

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