Nuligesta, 26 anos, refere hiperemenorreia há 1 ano. Realizou ultrassonografia transvaginal que identificou mioma submucoso de 2cm. com distorção da cavidade uterina. Para esse caso, deve ser indicado
- A)análogos de GnRH.
Os análogos de GnRH podem reduzir temporariamente o volume e o sangramento, mas não são a solução definitiva para mioma submucoso com distorção da cavidade.
- B)acetato de medroxiprogesterona injetável.
O acetato de medroxiprogesterona injetável pode ajudar em sangramento uterino, porém não trata a causa estrutural do sangramento neste caso.
- C)sistema intrauterino com liberação de levonosgstrel.
O DIU com levonorgestrel reduz o sangramento, mas pode ser menos adequado quando há distorção da cavidade uterina por mioma submucoso.
- D)miomectomia laparoscópica.
A miomectomia laparoscópica é mais indicada para miomas intramurais ou subserosos, não para lesão submucosa intracavitária pequena.
- E)miomectomia histeroscópica.
A miomectomia histeroscópica é o tratamento de escolha para mioma submucoso sintomático com distorção da cavidade, preservando o útero.
Gabarito: E
Mioma uterino é uma causa clássica de sangramento uterino anormal, e o detalhe que muda o jogo aqui é a localização: submucoso, pequeno e deformando a cavidade. Quando o mioma cresce para dentro da cavidade uterina, ele tem muito mais chance de provocar hiperemenorreia e, em mulher jovem que deseja preservar fertilidade, o tratamento costuma ser cirúrgico e conservador. Nesse cenário, a melhor conduta é a miomectomia histeroscópica. Ela permite retirar o mioma por via vaginal, sem cortes abdominais, sendo especialmente indicada para miomas submucosos, em geral os tipos 0, 1 e alguns tipo 2, conforme a classificação de FIGO, quando há distorção da cavidade e sintomas como sangramento. Como a paciente é nuligesta e tem lesão de 2 cm com distorção da cavidade, essa é a opção que resolve a causa do sangramento e preserva o útero. Os tratamentos hormonais podem até reduzir sangramento, mas não corrigem a lesão mecânica que está dentro da cavidade. É por isso que, em mioma submucoso sintomático, a cirurgia histeroscópica costuma ser a escolha mais lógica e eficiente. Em provas, lembre da ideia-chave: mioma submucoso + sangramento + distorção cavitária = abordagem histeroscópica. Na prática ginecológica e nas diretrizes de manejo dos miomas, a histeroscopia é o caminho preferencial para lesões intracavitárias sintomáticas em pacientes que desejam conservar o útero e, muitas vezes, a fertilidade.