A transposição esférico-cilíndrica de +3.50esf.//-2.75 cil a 35° é:
- A)+6.25esf.//+2.75 cil a 125°.
Errada, porque a esfera não vira +6.25 e o eixo deveria ser 125°, não 125° com essa combinação de valores.
- B)-6.25esf.//+2.75 cil a 55°.
Errada, porque a esfera transposta não é negativa e o eixo não vai para 55° nesse caso.
- C)+0.75esf.//+2.75 cil a 125°.
Certa, pois +3.50 com -2.75 resulta em +0.75 de esfera, o cilindro inverte para +2.75 e o eixo passa de 35° para 125°.
- D)-0.75esf.//+2.75 cil a 55°.
Errada, porque a esfera resultante não é -0.75 e, além disso, o eixo não corresponde à transposição correta.
- E)-2.75esf.//+2.75 cil a 145°.
Errada, porque a esfera não fica -2.75; esse valor corresponde ao cilindro original, e o eixo também não é 145°.
Gabarito: C
A transposição esfero-cilíndrica é uma manobra clássica da ótica oftálmica: você troca a forma de escrever a mesma lente, sem mudar seu efeito óptico. A regra é simples e costuma aparecer muito em prova: somar a esfera com o cilindro para achar a nova esfera, inverter o sinal do cilindro e somar ou subtrair 90 graus do eixo, mantendo o valor dentro de 0 a 180 graus. No caso da questão, a lente é +3.50 esf. / -2.75 cil a 35°. Fazendo a transposição, a nova esfera fica +3.50 + (-2.75) = +0.75. O cilindro troca de sinal, passando para +2.75. E o eixo roda 90 graus: 35° + 90° = 125°. Então a mesma correção pode ser escrita como +0.75 esf. / +2.75 cil a 125°. É só isso: mesma lente, roupa nova. Em prova, a banca FGV gosta de testar exatamente esse passo a passo, porque qualquer deslize no sinal ou no eixo derruba a resposta. Se quiser conferir mentalmente, pense assim: a transposição nunca altera o poder total da lente, só reescreve a prescrição de outro jeito. Por isso o gabarito é a alternativa C.