Sobre as cavidades paranasais, assinale a afirmativa incorreta.
- A)O teto da cavidade maxilar se relaciona com o assoalho orbital e o assoalho da cavidade com o processo alveolar da maxila.
Certa: o teto da cavidade maxilar se relaciona com o assoalho orbitário e o assoalho com o processo alveolar da maxila.
- B)A primeira lamela etmoidal é o processo uncinado, a segunda a bula etmoidal, a terceira a lamela basal da concha nasal média e a quarta a lamela da concha nasal superior.
Certa: a sequência descrita corresponde às lamelas etmoidais clássicas.
- C)A célula de Onodi é uma célula etmoidal posterior em topografia da cavidade esfenoidal.
Certa: a célula de Onodi é uma célula etmoidal posterior com relação íntima com a cavidade esfenoidal.
- D)A agger nasi encontra-se logo abaixo da concha nasal média.
Errada: o agger nasi é a célula etmoidal mais anterior e sua localização não é descrita corretamente como “logo abaixo” da concha nasal média.
- E)As células de Haller são células etmoidais infraorbitárias.
Certa: as células de Haller são células etmoidais infraorbitárias.
Gabarito: D
As cavidades paranasais são espaços cheios de ar que se comunicam com a cavidade nasal e costumam aparecer em prova junto com relações anatômicas bem caprichadas. Aqui, a banca foi para o mapa das células etmoidais e seus “apelidos” clássicos, porque isso cai muito em otorrino e em imagem da face. Se você lembra a posição de cada célula, metade da questão já foi embora. A cavidade maxilar tem teto relacionado com o assoalho da órbita e assoalho relacionado com o processo alveolar da maxila, então essa associação é bem clássica. Já a célula de Onodi é uma célula etmoidal posterior que pode ficar bem próxima ao seio esfenoidal, às vezes até sobre ele, o que tem importância cirúrgica. As células de Haller, por sua vez, são células etmoidais infraorbitárias, localizadas na região do assoalho orbitário, perto do infundíbulo etmoidal. A pegadinha está na afirmação sobre o agger nasi. Ele é a célula etmoidal mais anterior e fica na região do meato médio, anterior e superior à inserção da concha nasal média, e não é descrito de forma simplificada como “logo abaixo” dela. Em prova, esse tipo de descrição espacial meio torta costuma ser o detalhe que derruba o candidato apressado. Então, o gabarito incorreto é a letra D, porque a posição do agger nasi foi imprecisamente colocada. Em anatomia de cavidades paranasais, a banca da FGV gosta de detalhes topográficos finos, especialmente sobre as células etmoidais e suas relações com concha nasal média, órbita e seio esfenoidal.