A respeito da semiologia das cavidades paranasais é correto afirmar que
- A)o óstio primário da cavidade maxilar é visível na endoscopia nasal rígida, logo após a identificação da concha média.
Errada: o óstio primário da maxila não é visto dessa forma na endoscopia rígida logo após a concha média, pois a anatomia endonasal descrita está inadequada.
- B)o escore de Lund-Kennedy é baseado na avaliação por endoscopia nasal, que leva em consideração pólipos e secreção.
Errada: o escore de Lund-Kennedy é endoscópico e avalia achados como pólipos e secreção, mas a assertiva está incompleta e mal formulada para definir corretamente o sistema.
- C)a avaliação por ressonância nuclear magnética da rinossinusite fúngica alérgica mostra hipersinal em T2 nas áreas preenchidas por material fúngico.
Errada: na rinossinusite fúngica alérgica, a RM costuma mostrar hipossinal ou ausência de hipersinal em T2 nas áreas com debris fúngico, não hipersinal.
- D)a classificação de Keros na tomografia computadorizada avalia a profundidade da fossa olfatória, em Keros tipo I (entre 8-16 mm), tipo II (4-7 mm) e tipo III (até 3 mm).
Errada: a classificação de Keros mede a profundidade da fossa olfatória, mas os intervalos descritos estão invertidos e não correspondem aos valores clássicos.
- E)a inserção do septo intersinusal, a carótida interna e o nervo óptico, assim como a presença de célula de Onodi devem ser avaliados tomograficamente no pré-operatório do seio esfenoidal.
Certa: esses são exatamente os principais itens anatômicos que devem ser avaliados na tomografia pré-operatória do seio esfenoidal, pela proximidade com estruturas nobres.
Gabarito: E
Na semiologia e no planejamento cirúrgico das cavidades paranasais, a tomografia computadorizada é a estrela principal, porque mostra com detalhes a anatomia óssea e as variações que podem mudar totalmente a abordagem. Isso é especialmente importante no seio esfenoidal, que fica “colado” em estruturas nobres e não perdoa distração no pré-operatório. Antes de mexer nessa região, você precisa olhar alguns marcos: a inserção do septo intersinusal, a relação com a artéria carótida interna, a proximidade do nervo óptico e a presença de células de Onodi, que podem alterar o caminho cirúrgico e aumentar o risco de lesão. Em outras palavras: no esfenoide, a tomografia não é luxo, é mapa de segurança. Por isso o gabarito é a letra E. Ela descreve exatamente os pontos anatômicos que devem ser avaliados tomograficamente antes da cirurgia do seio esfenoidal. Isso é doutrina clássica de otorrinolaringologia e anatomia cirúrgica, com forte valor prático na rinossinusite e na cirurgia endoscópica nasossinusal. As outras alternativas misturam conceitos de endoscopia, RM e classificações anatômicas, mas com detalhes trocados ou incorretos. A banca gosta justamente dessa troca de rótulos, como quem muda a placa da porta para ver se você entra errado.