A sífilis congênita deve ser tratada com
- A)penicilina G benzatina em todas as situações.
Errada, porque penicilina G benzatina não é a escolha quando há suspeita ou comprovação de acometimento do SNC.
- B)penicilina G cristalina em casos de VDRL positivo no líquor.
Certa, porque VDRL positivo no líquor indica neurossífilis e exige penicilina G cristalina, que penetra adequadamente no SNC.
- C)penicilina clavunolatada nos casos de colestase associado à sífilis.
Errada, porque penicilina clavulanatada não é esquema para sífilis congênita e não faz sentido como tratamento específico.
- D)penicilina associada ao ceftriaxone nos casos de nefrite.
Errada, porque ceftriaxone não é o esquema padrão cobrado para sífilis congênita, e a base do tratamento continua sendo penicilina.
- E)penicilina G procaína nos casos de conjuntivite associada à sífilis.
Errada, porque penicilina G procaína não é a formulação indicada para conjuntivite associada à sífilis nem substitui o esquema adequado quando há outras formas de acometimento.
Gabarito: B
A sífilis congênita é uma daquelas situações em que você não pode vacilar: o tratamento depende da gravidade e, principalmente, da avaliação do sistema nervoso central. Quando há evidência de neurossífilis, como VDRL positivo no líquor, o esquema indicado é penicilina G cristalina intravenosa, porque o medicamento precisa atingir bem o SNC. Na prática, a lógica é simples: penicilina continua sendo a droga de escolha em praticamente todas as formas de sífilis. O detalhe que a banca ama explorar é qual formulação usar. Penicilina benzatina serve para sífilis sem comprometimento neurológico e em situações específicas, mas não basta quando há acometimento do líquor. Por isso, o gabarito B está correto: VDRL positivo no líquor sugere neurossífilis, e o tratamento deve ser feito com penicilina G cristalina. Esse é o esquema clássico ensinado em infectologia e pediatria, alinhado aos protocolos do Ministério da Saúde e às diretrizes para sífilis congênita. Em resumo: em sífilis congênita, a penicilina é a regra; a formulação muda conforme a presença de SNC envolvido. Se o líquor está positivo, pense em penicilina G cristalina, não em formulações de depósito.