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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

A conduta nas crises epilépticas febris é

Gabarito: D

As crises epilépticas febris acontecem, em geral, na infância e aparecem junto com a febre, sem que isso signifique necessariamente epilepsia. O ponto principal é que, na maioria dos casos, o manejo é mais de suporte do que de “remédio contínuo”. Nada de sair deixando anticonvulsivante regular como se fosse tratamento padrão, porque a história aqui costuma ser benigna e autolimitada. Na prática, você deve orientar controle da febre com antitérmicos, conforto, hidratação e investigação da causa do estado febril. Os antitérmicos ajudam no bem-estar da criança e no manejo do episódio febril, embora não sejam garantia de impedir novas crises. Ou seja: tratam a febre, mas não fazem mágica contra a recorrência das convulsões. O gabarito é a letra D porque, entre as alternativas, é a única conduta alinhada ao cuidado habitual nas crises febris. As opções com anticonvulsivantes de uso regular ou profilático, como fenitoína, valproato e fenobarbital, não são a rotina recomendada para esse cenário. A piridoxina também não tem papel aqui, pois é usada em situações bem específicas, como deficiência de vitamina B6 e algumas síndromes raras. Resumo de prova: crise febril não é sinônimo de epilepsia crônica. Primeiro pense em suporte, controle da febre e avaliação clínica do quadro infeccioso ou inflamatório associado.

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