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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

A doença renal crônica é uma doença sistêmica responsável pelo desequilíbrio mineral e ósseo com anormalidades no metabolismo de cálcio, fosforo, paratormônio (PTH) e vitamina D, resultando na osteodistrofia renal. Em relação ao manejo deste distúrbio, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: E

Na doença renal crônica, o rim perde a capacidade de excretar fósforo e de ativar a vitamina D, o que bagunça o eixo cálcio-fósforo-PTH. O resultado clássico é hiperfosfatemia, queda do calcitriol, hipocalcemia relativa e aumento do PTH, que tenta compensar essa desordem. Se isso persiste, aparece a osteodistrofia renal, com alterações ósseas e risco cardiovascular maior por calcificação vascular. No manejo, a lógica é simples: reduzir a carga de fósforo, corrigir a deficiência de vitamina D ativa e controlar o hiperparatireoidismo secundário. Aqui entra o calcitriol, que é a forma ativa da vitamina D, capaz de aumentar a absorção intestinal de cálcio e também reduzir a secreção de PTH. Em outras palavras, ele ajuda a frear a cascata que alimenta a doença mineral e óssea da DRC. A banca costuma cobrar exatamente essa relação fisiológica: menos função renal, menos calcitriol e mais PTH. Então, quando o enunciado fala em tratamento do distúrbio mineral da DRC, pense no objetivo de melhorar a absorção de cálcio e suprimir o PTH, sem esquecer que o uso de vitamina D ativa exige vigilância para não piorar hipercalcemia ou hiperfosfatemia. Por isso, o gabarito é a alternativa que descreve corretamente o efeito do calcitriol. Ela traduz o mecanismo mais cobrado em nefrologia: repor a vitamina D ativa para ajudar no controle do hiperparatireoidismo secundário e da osteodistrofia renal.

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