A cirurgia de paratireoidectomia por hiperparatireoidismo secundário deve ser considerada nas condições a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Na presença de hipercalemia refratária.
Errada, porque hipercalemia não é indicação de paratireoidectomia no hiperparatireoidismo secundário.
- B)Na presença de hipercalcemia refratária.
Certa em termos de indicação cirúrgica, pois hipercalcemia refratária pode justificar paratireoidectomia.
- C)Na presença de hiperfosfatemia refratária.
Certa, já que hiperfosfatemia refratária é um dos cenários que podem levar à cirurgia.
- D)Aumento persistente e progressivo do PTH a despeito do uso de ativadores do VDR e/ou calcimiméticos.
Certa, porque PTH persistentemente elevado apesar de terapia com ativadores do VDR e/ou calcimiméticos sugere refratariedade.
- E)Manifestações clínicas graves e ameaçadoras à vida.
Certa, pois manifestações clínicas graves e ameaçadoras à vida podem indicar tratamento cirúrgico.
Gabarito: A
No hiperparatireoidismo secundário, a paratireoidectomia entra em cena quando o tratamento clínico não consegue mais controlar o quadro. Em geral, isso acontece em situações como aumento progressivo e persistente do PTH apesar de medidas com ativadores do VDR e/ou calcimiméticos, hiperfosfatemia ou hipercalcemia refratárias, e quando surgem manifestações clínicas graves, como dor óssea intensa, fraturas ou calcificações importantes. A lógica é simples: se o paratireoide já virou o “motor desregulado” e os remédios não dão conta, a cirurgia passa a ser uma saída razoável. A alternativa que foge desse cenário é a hipercalemia. Hipercalemia não é critério clássico para paratireoidectomia por hiperparatireoidismo secundário; ela fala mais de distúrbios do potássio, muito comuns na doença renal crônica, mas não é indicação cirúrgica específica para a paratireoide. Ou seja, a banca quis testar se você separa o que é problema mineral-ósseo do que é distúrbio eletrolítico comum em nefropata. No tema, o foco é cálcio, fósforo e PTH, não potássio. Então, quando aparecer hipercalemia no meio dessas indicações, acenda a luz amarela. Em resumo: cirurgia é considerada quando o hiperparatireoidismo secundário fica refratário ao tratamento clínico ou gera complicações relevantes. A alternativa A destoa porque hipercalemia não é indicação de paratireoidectomia nesse contexto.