Sobre a doença de Dupuytren, assinale a afirmativa incorreta.
- A)Trata-se de uma fibromatose benigna palmar e digital.
Correta: a doença de Dupuytren é uma fibromatose benigna que acomete a fáscia palmar e pode se estender para os dedos.
- B)O diagnostico diferencial inclui contratura isquêmica de Volkmann e fibrossarcoma.
Correta: entre os diagnósticos diferenciais estão a contratura isquêmica de Volkmann e lesões tumorais como fibrossarcoma.
- C)O tratamento cirúrgico primariamente estabiliza a deformidade com baixa taxa de recorrência da doença.
Errada: a cirurgia não garante estabilização definitiva e a recorrência da doença pode ser relevante.
- D)Está relacionada com a doença de Peyronie (fibromatose peniana).
Correta: há associação clássica com a doença de Peyronie, ambas relacionadas a fibromatose.
- E)O tratamento cirúrgico consiste da fasciotomia e da fasciectomia.
Correta: o tratamento cirúrgico pode envolver fasciotomia e fasciectomia, conforme a extensão e a gravidade.
Gabarito: C
A doença de Dupuytren é uma fibromatose benigna da fáscia palmar, com formação de nódulos e cordões que vão puxando os dedos para flexão, mais comum no anelar e no mínimo. Em geral, o quadro é lento, progressivo e pode limitar bastante a abertura da mão, embora nem todo caso precise de cirurgia imediata. Ela pode aparecer associada a outras fibromatoses, como a doença de Peyronie, o que reforça a ideia de um terreno biológico parecido. No diagnóstico diferencial, entram outras causas de contratura em flexão da mão, como a contratura isquêmica de Volkmann, além de tumores ou lesões que simulem massa ou retração local. O tratamento pode ser conservador em fases iniciais, mas quando a deformidade atrapalha a função, a abordagem cirúrgica costuma incluir fasciotomia ou fasciectomia, dependendo da extensão da doença. O detalhe importante é que a cirurgia não é uma garantia de cura definitiva, porque a recorrência é relativamente frequente. Então, aquela promessa de “resolve e acabou” cai por terra fácil. Por isso, a alternativa C está incorreta: o tratamento cirúrgico não “estabiliza primariamente” a deformidade com baixa taxa de recorrência. Na prática, a doença pode voltar, e justamente por isso a banca explora essa pegadinha com a falsa ideia de solução simples e definitiva.