Uma das indicações da punção suboccipital é a presença de sinais infecciosos em região lombar. O principal risco da punção suboccipital é a laceração da artéria
- A)cerebelar anteroinferior.
Errada: a artéria cerebelar anteroinferior não é o principal vaso relacionado ao risco da punção suboccipital.
- B)basilar.
Errada: a artéria basilar fica na circulação posterior, mas não é o vaso clássico citado como risco direto dessa punção.
- C)cerebelar pósteroinferior.
Certa: a artéria cerebelar póstero-inferior é a principal estrutura vascular em risco na punção suboccipital.
- D)cerebelar superior.
Errada: a artéria cerebelar superior não é a artéria tipicamente lesada nesse acesso.
- E)cerebelar anterossuperior.
Errada: a artéria cerebelar anterossuperior não corresponde ao risco anatômico clássico da punção suboccipital.
Gabarito: C
A punção suboccipital, também chamada de punção cisternal, é um procedimento feito na região da cisterna magna, mais próximo da base do crânio. Ela pode ser indicada em situações específicas, como quando há suspeita de infecção e a punção lombar não é possível ou é contraindicada, por exemplo em bloqueio ou infecção na região lombar. É um procedimento bem mais delicado do que a punção lombar, porque a anatomia ali é apertada e qualquer desvio pode trazer problema sério. O grande risco cobrado nessa questão é a lesão de um vaso importante da circulação posterior. Nessa região, a artéria que mais preocupa é a artéria cerebelar póstero-inferior, também conhecida pela sigla PICA. Ela passa muito perto da área de acesso suboccipital e pode ser lacrada durante a punção, causando sangramento importante e complicações neurológicas. As demais artérias listadas não são a resposta clássica desse risco anatômico. A ideia da banca aqui é testar se você sabe que a punção suboccipital se relaciona com a fossa posterior e com os vasos cerebelares, especialmente a PICA. Em prova, vale guardar a associação: punção suboccipital, cisterna magna e risco vascular da PICA. Então, o gabarito C está correto porque a artéria cerebelar póstero-inferior é a estrutura vascular mais vulnerável nesse procedimento.