Paciente masculino, 38 anos, hipertenso, apresenta dissecção aguda da aorta ascendente. Encontra-se instável hemodinâmicamente e com congestão pulmonar. Assinale a opção que indica o método com o qual seria possível avaliar tanto o grau de disfunção cardíaca como o de insuficiência aórtica.
- A)Ressonância magnética cardíaca.
A ressonância pode avaliar anatomia e função, mas não é o exame mais adequado em paciente instável, além de ser menos prática na emergência.
- B)Cintilografia miocárdica.
A cintilografia miocárdica avalia perfusão miocárdica, não é exame para dissecção de aorta nem para insuficiência aórtica.
- C)Angiotomografia.
A angiotomografia é excelente para diagnosticar dissecção, mas não é a melhor para quantificar disfunção cardíaca e insuficiência aórtica à beira-leito.
- D)Ecocardiograma com Doppler.
O ecocardiograma com Doppler permite avaliar função ventricular e insuficiência aórtica de forma rápida, portátil e adequada ao paciente instável.
- E)Aortografia com coronariografia.
A aortografia com coronariografia pode mostrar a aorta e coronárias, mas é invasiva e não é o método mais prático para avaliar função cardíaca e refluxo valvar nesse contexto.
Gabarito: D
Na dissecção aguda da aorta ascendente, o paciente pode descompensar rápido e você precisa de um exame que mostre o coração e a valva aórtica sem perder tempo. Quando há instabilidade hemodinâmica e congestão pulmonar, o exame mais útil na prática é o ecocardiograma com Doppler, porque ele pode ser feito à beira-leito e avalia, ao mesmo tempo, a função ventricular e a presença de insuficiência aórtica. Em outras palavras: ele mostra se o coração está falhando e se a válvula aórtica está vazando. A questão cobra exatamente essa dupla informação, que é muito importante na dissecção da aorta ascendente, especialmente quando há envolvimento da raiz aórtica e risco de insuficiência valvar aguda. Por isso, o gabarito é a letra D.