As reações cruzadas a alimentos ocorrem quando proteínas alimentares compartilham parte de uma sequência de aminoácidos que contém um determinado epítopo alergênico. A esse respeito, relacione o grupo de alimentos a seguir à respectiva proteína. 1. Leguminosas 2. Castanhas 3. Peixes 4. Crustáceos ( ) Parvalbumina ( ) Tropomiosina ( ) Prolaminas ( ) Globulinas Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada.
- A)3, 4, 2 e 1.
Correta: a sequência associa parvalbumina aos peixes, tropomiosina aos crustáceos, prolaminas às castanhas e globulinas às leguminosas.
- B)4, 3, 1 e 2.
Errada: inverte os dois primeiros pares e ainda troca prolaminas e globulinas entre os grupos.
- C)4, 2, 3 e 1.
Errada: acerta apenas o primeiro pareamento e erra os demais, especialmente os grupos das castanhas e das leguminosas.
- D)2, 4, 1 e 3.
Errada: mistura as associações clássicas das proteínas alimentares, sem respeitar a relação típica de cada grupo.
- E)1, 4, 2 e 3.
Errada: coloca a primeira e a quarta associações fora do padrão esperado, comprometendo toda a sequência.
Gabarito: A
Em alergia alimentar, a ideia central aqui é simples: algumas famílias de alimentos compartilham proteínas parecidas, e o sistema imune pode “confundir” uma com a outra. Isso explica as reações cruzadas, muito comuns em pacientes sensibilizados a determinados grupos alimentares. A banca gosta de cobrar a associação entre o grupo do alimento e a proteína mais característica, quase como um jogo de memória imunológico. Neste caso, a parvalbumina é a proteína clássica dos peixes, enquanto a tropomiosina é a grande vilã dos crustáceos. Já as prolaminas aparecem com destaque em castanhas, e as globulinas estão ligadas às leguminosas. Ou seja, basta alinhar cada proteína ao seu grupo habitual para chegar ao pareamento correto. Por isso, a sequência fica: parvalbumina = peixes (3), tropomiosina = crustáceos (4), prolaminas = castanhas (2) e globulinas = leguminosas (1). É exatamente a ordem cobrada na alternativa A. Como reforço conceitual, essa associação é bem aceita na literatura de alergologia e cai muito em provas por ser um conteúdo de reconhecimento clássico, sem precisar decorar detalhes raros. Aqui, o segredo é lembrar das proteínas marcadoras de cada grupo alimentar.