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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Sobre a avaliação diagnóstica de pacientes suspeitos de pancreatite crônica por exames de imagem, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: B

Na pancreatite crônica, o diagnóstico por imagem costuma juntar peças de um quebra-cabeça: alterações do ducto pancreático, do parênquima e, em fases mais avançadas, calcificações. Os exames mais usados para investigar são a tomografia, a ressonância magnética com colangiorressonância e a ecoendoscopia, cada um com sua força. A tomografia é ótima para ver calcificações e complicações, a RM ajuda muito na avaliação ductal e parenquimatosa, e a ecoendoscopia costuma ser a mais sensível nos casos iniciais ou discretos. A CPER (colangiopancreatografia endoscópica retrógrada) hoje não é o exame de escolha para diagnosticar pancreatite crônica, porque é invasiva e pode causar complicações, especialmente pancreatite pós-procedimento. Ela ficou principalmente para fins terapêuticos, como drenagem e tratamento de estenoses ou cálculos ductais. Por isso, quando a banca compara CPER com métodos menos invasivos, a lógica é essa: primeiro vêm os exames não invasivos; CPER entra mais como ferramenta de intervenção. É exatamente isso que faz a alternativa B ser a correta. Em outras palavras, a CPER tem utilidade principal terapêutica, enquanto há exames menos invasivos que ajudam no diagnóstico com bom desempenho. Esse raciocínio é o que aparece na prática clínica e nas diretrizes atuais de avaliação da doença pancreática crônica. As outras alternativas tentam confundir você trocando a ordem de sensibilidade entre exames ou exagerando o valor de um achado isolado. Em pancreatite crônica, nenhum sinal único fecha diagnóstico sozinho em todos os casos: o conjunto dos achados é que manda. A banca adora essa confusão elegante, então vale ficar atento.

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