Paciente advindo da UTI para revisão de peritoneostomia, séptico, em ventilação protetora com os seguintes parâmetros: PCV; Ppico 30cmH20; Pplato [estimada] = 26cmH20; PEEP=12 cmH20; VC = 360 mL; FR = 16 IRPM; FiO2 = 40%. A driving pressure neste momento é de (em cmH20)
- A)14
Correta, porque a driving pressure é Pplat - PEEP, então 26 - 12 = 14 cmH2O.
- B)18
Errada, porque 18 não corresponde à subtração entre pressão de platô e PEEP.
- C)4
Errada, porque 4 cmH2O seria um valor incompatível com os dados informados e não resulta da fórmula.
- D)16
Errada, porque 16 cmH2O não é o resultado da diferença entre platô e PEEP.
- E)8
Errada, porque 8 cmH2O também não deriva do cálculo correto da driving pressure.
Gabarito: A
A driving pressure, em ventilação mecânica, é a diferença entre a pressão de platô e a PEEP. A conta é simples e costuma aparecer como a "pressão que realmente distende o pulmão" em cada ciclo: DP = Pplat - PEEP. Aqui, a pressão de platô estimada foi 26 cmH2O e a PEEP foi 12 cmH2O. Fazendo a subtração, você chega a 14 cmH2O. Ou seja, não importa o pico isoladamente para essa pergunta: o que define a driving pressure é a relação entre platô e PEEP, desde que a medida de platô esteja correta e em condições de ausência de fluxo inspiratório no momento da aferição. Esse conceito é muito cobrado em UTI porque a driving pressure se relaciona com risco de lesão pulmonar induzida pela ventilação. Na prática, quanto maior a pressão necessária para expandir o sistema respiratório, pior tende a ser a complacência e maior o estresse imposto ao pulmão. Então, nesta questão, o gabarito A está correto porque 26 menos 12 resulta em 14 cmH2O. Simples, direto e clássico de prova.