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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Na retocolite ulcerativa há aumento do risco de câncer colorretal. As opções a seguir indicam fatores de risco para o desenvolvimento de câncer colorretal na retocolite ulcerativa, à exceção de um. Assinale-o.

Gabarito: E

Na retocolite ulcerativa, o risco de câncer colorretal aumenta principalmente quando a inflamação fica crônica, extensa e mal controlada. Pense assim: quanto mais tempo o cólon convive com inflamação ativa, mais chance o tecido sofre agressões repetidas e acumula alterações pré-neoplásicas. Por isso, colite de longa duração e atividade inflamatória persistente entram na lista clássica de risco. Outro fator importante é a extensão da doença. Quanto maior o segmento de cólon acometido, maior a área exposta ao processo inflamatório contínuo. Além disso, alguns achados associados a maior risco oncológico na retocolite ulcerativa, como história familiar de câncer colorretal e a coexistência de colangite esclerosante primária, também pesam bastante na estratificação. A lógica da questão é simples: ela quer a exceção, isto é, o que não representa fator de risco. A proctocolectomia profilática, ao contrário, é uma medida de redução de risco, porque remove o cólon e o reto, justamente os órgãos em que poderia surgir o câncer associado à retocolite ulcerativa. Em outras palavras, em vez de aumentar o risco, ela corta o problema pela raiz. Então, se você pensar em risco na retocolite ulcerativa, lembre-se de: doença de longa duração, inflamação ativa, maior extensão, história familiar e colangite esclerosante primária. Já a retirada profilática do órgão doente não entra como fator de risco, e sim como estratégia preventiva, o que torna a alternativa E a correta.

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