Na retocolite ulcerativa há aumento do risco de câncer colorretal. As opções a seguir indicam fatores de risco para o desenvolvimento de câncer colorretal na retocolite ulcerativa, à exceção de um. Assinale-o.
- A)Atividade de doença não controlada.
Certa como fator de risco, porque atividade inflamatória não controlada aumenta a chance de displasia e câncer colorretal.
- B)Colite de longa duração.
Certa como fator de risco, pois quanto maior o tempo de doença, maior o risco acumulado de neoplasia.
- C)História familiar de câncer colorretal.
Certa como fator de risco, já que história familiar de câncer colorretal eleva o risco individual.
- D)Coexistência de colangite esclerosante primária.
Certa como fator de risco, porque a colangite esclerosante primária se associa a maior risco de câncer colorretal na retocolite ulcerativa.
- E)História de proctocolectomia profilática.
Errada, porque a proctocolectomia profilática é medida preventiva e reduz o risco de câncer colorretal, não o aumenta.
Gabarito: E
Na retocolite ulcerativa, o risco de câncer colorretal aumenta principalmente quando a inflamação fica crônica, extensa e mal controlada. Pense assim: quanto mais tempo o cólon convive com inflamação ativa, mais chance o tecido sofre agressões repetidas e acumula alterações pré-neoplásicas. Por isso, colite de longa duração e atividade inflamatória persistente entram na lista clássica de risco. Outro fator importante é a extensão da doença. Quanto maior o segmento de cólon acometido, maior a área exposta ao processo inflamatório contínuo. Além disso, alguns achados associados a maior risco oncológico na retocolite ulcerativa, como história familiar de câncer colorretal e a coexistência de colangite esclerosante primária, também pesam bastante na estratificação. A lógica da questão é simples: ela quer a exceção, isto é, o que não representa fator de risco. A proctocolectomia profilática, ao contrário, é uma medida de redução de risco, porque remove o cólon e o reto, justamente os órgãos em que poderia surgir o câncer associado à retocolite ulcerativa. Em outras palavras, em vez de aumentar o risco, ela corta o problema pela raiz. Então, se você pensar em risco na retocolite ulcerativa, lembre-se de: doença de longa duração, inflamação ativa, maior extensão, história familiar e colangite esclerosante primária. Já a retirada profilática do órgão doente não entra como fator de risco, e sim como estratégia preventiva, o que torna a alternativa E a correta.