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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Você está tratando um paciente que tem maior flexão passiva da articulação interfalangeana distal com a articulação Interfalangeana proximal flexionada do que estendida. Assinale a opção que indica a estrutura que está envolvida.

Gabarito: C

Na articulação do dedo, os tendões e seus estabilizadores trabalham como uma equipe: um faz a flexão, outros mantêm o trajeto e evitam que o movimento fique “desorganizado”. Quando a prova fala em maior flexão passiva da interfalangeana distal (IFD) com a interfalangeana proximal (IFP) flexionada, ela está apontando para o sistema que controla a ação do tendão flexor e muda conforme a posição da IFP. Esse comportamento é típico do ligamento retinacular oblíquo. Ele conecta o aparelho extensor ao sistema flexor e ajuda a coordenar a extensão da IFD e a flexão da IFP. Por isso, a posição da IFP altera a tensão desse ligamento e modifica quanto a IFD consegue flexionar passivamente. É o tipo de detalhe anatômico que a banca adora cobrar com cara de “pegou ou não pegou”. Se você imaginar o dedo como um cabo com várias polias e fitas de contenção, o ligamento retinacular oblíquo é uma dessas fitas inteligentes: ele não faz a força principal, mas organiza o movimento. Quando a IFP está flexionada, a tensão nesse sistema favorece maior flexão passiva da IFD, o que aponta diretamente para essa estrutura. As alternativas com flexores e bandas tendíneas parecem sedutoras, mas não descrevem tão bem essa relação específica entre as duas articulações. Em resumo: a pista clínica da posição da IFP é a chave para identificar o ligamento retinacular oblíquo.

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