Paciente masculino, 53 anos, apresentava dor abdominal, perda de peso e anemia. Foi submetido a colonoscopia que evidenciou lesão no íleo terminal, a 10cm da válvula íleo cecal, e cuja biópsia revelou tratar-se de Linfoma de células B. Diante desse quadro, indique a melhor conduta:
- A)quimioterapia.
Errada: quimioterapia isolada costuma ser insuficiente quando há lesão intestinal localizada e ressecável, sobretudo no íleo terminal.
- B)radioterapia.
Errada: radioterapia não é a conduta principal para linfoma de intestino delgado, especialmente nessa topografia.
- C)enterectomia segmentar e radioterapia.
Errada: enterectomia segmentar e radioterapia não é a associação preferida, faltando o tratamento sistêmico com quimioterapia.
- D)íleo colectomia direita e quimioterapia.
Certa: a ressecção do segmento acometido por íleo colectomia direita associada à quimioterapia é a melhor conduta para linfoma B localizado no íleo terminal.
- E)enterectomia segmentar, quimioterapia e radioterapia.
Errada: é um esquema excessivo e pouco usual, porque adiciona radioterapia sem ser a principal necessidade nesse caso.
Gabarito: D
Linfoma intestinal de células B no íleo terminal costuma ser tratado com abordagem combinada, mas a base costuma ser cirúrgica quando há lesão localizada e ressecável, especialmente no íleo terminal e região ileocecal. Nessas situações, a cirurgia remove o foco tumoral e também ajuda a prevenir complicações como obstrução, sangramento e perfuração, que são bem comuns no intestino. Depois, entra a quimioterapia para tratar doença microscópica e reduzir recidiva. No caso descrito, a melhor conduta é íleo colectomia direita seguida de quimioterapia. Isso faz sentido porque a lesão está no íleo terminal, muito próxima da válvula ileocecal, local em que a ressecção em bloco do segmento acometido é a estratégia clássica quando se trata de linfoma intestinal ressecável. A radioterapia isolada não costuma ser o tratamento principal nesse cenário, porque o intestino delgado não é um local em que ela brilhe com tanta segurança e eficácia. Em provas, pense assim: linfoma gastrointestinal localizado e ressecável não é caso de sair correndo só com quimio ou só com rádio como se fosse receita de bolo. A decisão depende do sítio, da extensão e do risco de complicações. Para o íleo terminal, a cirurgia com ressecção adequada vem antes, e a quimioterapia complementa o tratamento oncológico. Portanto, o gabarito D está correto porque combina a retirada cirúrgica da área acometida com tratamento sistêmico posterior, o que é a melhor estratégia para esse tipo de linfoma intestinal.