Assinale a opção que indica a mutação genética mais frequentemente associada ao Carcinoma Papilífero Variante Clássica
- A)BRAFV600E
Correta: a mutação BRAFV600E é a associação molecular mais frequente no carcinoma papilífero variante clássica.
- B)RET/PTC
Errada: RET/PTC pode aparecer no carcinoma papilífero, mas não é a alteração mais típica da variante clássica.
- C)RAS
Errada: RAS é mais associado a neoplasias de padrão folicular e a outros cenários, não sendo o achado mais frequente aqui.
- D)CDH16
Errada: CDH16 não é a mutação clássica cobrada como associação principal do carcinoma papilífero variante clássica.
- E)RET Proto-oncogene
Errada: rearranjos do RET proto-oncogene existem em tumores tireoidianos, mas não são a alteração mais frequente da variante clássica.
Gabarito: A
O carcinoma papilífero da tireoide é o câncer tireoidiano mais comum, e a sua variante clássica costuma carregar a mutação BRAFV600E com bastante frequência. Pense nela como a assinatura molecular mais famosa desse tumor: ela ativa a via MAPK e favorece crescimento e agressividade tumoral. Na prática, isso ajuda a entender por que a banca insiste tanto nesse marcador quando fala da variante clássica do carcinoma papilífero. Outras alterações podem aparecer em tumores da tireoide, mas mudam conforme o subtipo. Em geral, as mutações RAS e os rearranjos RET/PTC são mais lembrados em outros contextos, especialmente em lesões foliculares ou em algumas variantes do papilífero, mas não são os mais frequentes na forma clássica. Ou seja: o segredo aqui é casar subtipo histológico com mutação típica. Por isso, o gabarito é a alternativa A. O BRAFV600E é a mutação mais frequentemente associada ao carcinoma papilífero variante clássica, sendo um achado muito cobrado em provas de cirurgia e endocrinologia. Se a questão falar em carcinoma papilífero clássico e perguntar a mutação mais comum, é quase um convite para você marcar BRAF sem hesitar.