As cirurgias robóticas da cabeça e pescoço são mais comumente empregadas em tumores
- A)malignos avançados da faringe.
Errada: tumores muito avançados da faringe costumam exigir outras estratégias, e não são a indicação mais típica da cirurgia robótica.
- B)malignos mais avançados da base da língua.
Apesar de a base da língua ser um sítio frequente para abordagem transoral robótica, a alternativa não é a melhor resposta clássica da questão.
- C)malignos da amídala.
Certa: a amídala é uma das localizações mais comuns e clássicas para cirurgia robótica em cabeça e pescoço.
- D)das fossas nasais.
Errada: as fossas nasais não são o principal território de emprego da cirurgia robótica transoral em cabeça e pescoço.
- E)da órbita.
Errada: a órbita não faz parte das indicações usuais desse tipo de cirurgia robótica.
Gabarito: C
A cirurgia robótica em cabeça e pescoço ganhou espaço principalmente na abordagem transoral, porque permite alcançar áreas profundas da orofaringe com boa visualização e menor agressão aos tecidos. Na prática, ela é mais lembrada em tumores de orofaringe, especialmente os da amídala e da base da língua, quando a lesão é acessível por via transoral e há objetivo de preservar função de deglutição e fala. O ponto da questão é que, entre as alternativas, a amídala é o sítio clássico mais cobrado e mais comumente associado à cirurgia robótica. Isso porque a anatomia da região favorece a remoção transoral com auxílio do robô, evitando, em muitos casos, abordagens mais mutilantes. Já em tumores muito avançados da faringe ou em sítios como fossas nasais e órbita, a indicação não é a mais típica para esse tipo de técnica. Então, o gabarito C está correto porque as cirurgias robóticas de cabeça e pescoço são especialmente úteis nos tumores da amídala, dentro do cenário de orofaringe. A ideia central é: robótica na cabeça e pescoço, sobretudo para lesões orofaríngeas bem selecionadas, com destaque para amídala e base da língua. Se você pensou em "tumores mais avançados", cuidado: robótica não é sinônimo de doença mais extensa, e sim de melhor acesso e precisão em áreas anatômicas específicas.