Assinale a opção que indica o sinal clínico que está associado à hipotensão no recém-nascido.
- A)Bradicardia.
Errada, porque bradicardia pode ocorrer em situações graves, mas não é o sinal clínico mais típico e direto de hipotensão no recém-nascido.
- B)Taquipneia.
Errada, pois taquipneia é um sinal inespecífico e pode aparecer em vários quadros neonatais, não sendo o marcador clássico de hipotensão.
- C)Lactato baixo.
Errada, porque lactato baixo não sugere hipoperfusão; na hipotensão, o esperado é elevação do lactato por metabolismo anaeróbio.
- D)pH alto.
Errada, já que pH alto não combina com choque ou hipoperfusão, que tendem a cursar com acidose e queda do pH.
- E)baixa diurese.
Certa, pois baixa diurese é sinal de hipoperfusão renal e se associa à hipotensão no recém-nascido.
Gabarito: E
No recém-nascido, hipotensão não é só um número baixo no monitor. Ela costuma aparecer junto com sinais de hipoperfusão, isto é, o corpo tentando economizar fluxo para os órgãos mais importantes. A pista clínica mais clássica nesse cenário é a redução do débito urinário, porque o rim sente rapidamente quando a perfusão cai. Pense assim: se a pressão está baixa, o bebê pode até parecer “calmo” demais, mas por dentro está redistribuindo sangue e segurando líquido. Por isso, baixa diurese é um sinal bem útil de que a circulação não está indo bem. Em prova, a banca gosta de associar hipotensão com sinais de má perfusão periférica e renal. As outras alternativas tentam confundir com alterações de frequência cardíaca e respiratória ou com achados de gasometria. Só que bradicardia, taquipneia, lactato baixo e pH alto não são o melhor retrato clínico da hipotensão neonatal. O quadro esperado em hipoperfusão é o oposto: pior perfusão, possível acidose e sinais orgânicos de sofrimento. Então, se a questão pergunta qual sinal clínico está associado à hipotensão no recém-nascido, lembre-se do velho recado da neonatologia: rim avisa cedo. Menos urina costuma ser um alerta importante de circulação inadequada.