Assinale a opção que indica o tratamento com menor morbimortalidade para uma criança em que foi diagnosticada aneurisma da veia de Galeno.
- A)Microcirurgia.
Errada, porque a microcirurgia tem maior agressão e morbimortalidade do que o tratamento endovascular em uma malformação profunda e altamente vascularizada.
- B)Derivação ventriculo-peritoneal.
Errada, porque a derivação ventriculo-peritoneal pode aliviar hidrocefalia, mas não corrige o aneurisma da veia de Galeno nem o fluxo anômalo.
- C)Radiocirurgia.
Errada, porque a radiocirurgia não é a opção preferida em crianças pequenas e tem ação lenta para um problema que costuma exigir controle mais imediato.
- D)Craniectomia.
Errada, porque craniectomia não é tratamento específico para aneurisma da veia de Galeno e não resolve a malformação vascular de base.
- E)Tratamento endovascular
Certa, porque o tratamento endovascular, geralmente por embolização, é a abordagem com menor morbimortalidade e melhor controle da malformação.
Gabarito: E
O aneurisma da veia de Galeno é uma malformação vascular congênita rara, mas muito importante em pediatria porque pode causar insuficiência cardíaca de alto débito, hidrocefalia e sofrimento neurológico logo cedo. O objetivo do tratamento não é “abrir” a lesão como se faz em outros aneurismas, mas reduzir o fluxo anômalo de forma mais segura e controlada. Na prática, o tratamento com menor morbimortalidade é o endovascular, feito por embolização. Isso porque ele permite chegar ao foco da malformação por dentro dos vasos, bloqueando as comunicações arteriovenosas anômalas com menos trauma cirúrgico, menor sangramento e melhor controle hemodinâmico. Em uma criança pequena, isso faz muita diferença. Microcirurgia, craniectomia e radiocirurgia não são a escolha ideal aqui. A cirurgia aberta tende a ser muito agressiva para uma lesão vascular profunda e complexa, enquanto a radiocirurgia não é a estratégia preferida em lactentes e não oferece a resposta imediata necessária em quadros sintomáticos. Já a derivação ventriculo-peritoneal pode até ser usada em situações selecionadas de hidrocefalia, mas não trata a causa do problema vascular. Portanto, o gabarito é a alternativa E, porque o tratamento endovascular é o que melhor combina eficácia e menor morbimortalidade nesse cenário.