Os itens a seguir devem ser rotineiramente obtidos antes da realização de uma broncoscopia, à exceção de um. Assinale-o.
- A)Imagens (RX ou TC) do tórax atual.
Correta, porque imagem atual do tórax ajuda a planejar o acesso e orientar o alvo da broncoscopia.
- B)Contagem de plaquetas.
Errada, porque a contagem de plaquetas não é rotineira para todos os pacientes, sendo solicitada conforme risco de sangramento e tipo de procedimento.
- C)Exame clínico.
Correta, pois o exame clínico faz parte da avaliação pré-procedimento e ajuda a definir segurança e preparo.
- D)Antecedentes de alergia.
Correta, já que antecedentes de alergia devem ser investigados antes de qualquer procedimento com sedação, medicações ou contrastes relacionados.
- E)Efeitos adversos relacionados aos procedimentos anteriores.Revisão dos fatores de risco potenciais para sua realização.
Correta, porque eventos adversos prévios e fatores de risco do paciente precisam ser revisados antes da broncoscopia.
Gabarito: B
Antes de uma broncoscopia, o raciocínio é bem prático: você quer saber se o caminho está seguro, se há imagem recente para orientar o procedimento e se existem fatores que aumentem risco de complicação. Por isso, exame clínico, revisão de alergias, antecedentes de eventos adversos em procedimentos anteriores e análise de RX/TC do tórax atual costumam entrar na preparação rotineira. A imagem recente ajuda a localizar a lesão, escolher a via e prever onde a broncoscopia pode render mais. O exame clínico também é indispensável, porque broncoscopia não é passeio no parque: o paciente precisa estar estável, e qualquer detalhe de história pode mudar a estratégia. Já a contagem de plaquetas não é um item obrigatório para todo mundo, todo tempo, como se fosse checklist de avião. Ela é pedida quando há suspeita de risco hemorrágico, uso de anticoagulantes, necessidade de biópsia ou outro fator que justifique avaliação da hemostasia. Em outras palavras, é um exame importante em cenários selecionados, mas não um item universalmente rotineiro antes de broncoscopia. Por isso, o gabarito é a letra B: a plaquetometria não faz parte da rotina obrigatória em todos os casos, enquanto os demais itens são típicos da avaliação pré-procedimento. Em prática e em diretrizes de preparação para broncoscopia, a triagem é guiada pelo risco do paciente e pelo tipo de intervenção planejada, e não por uma bateria fixa para todo mundo.