Adulto com lesões úmidas, brancacentas, em várias dobras cutâneas. O exame mais importante para o diagnóstico é o(a)
- A)hepatograma.
Hepatograma não ajuda a fechar esse diagnóstico dermatológico e não é exame de escolha para lesões compatíveis com sífilis.
- B)hemograma completo.
Hemograma completo é inespecífico e não confirma a causa dessas lesões cutâneas.
- C)eletroforese de imunoglobulinas.
Eletroforese de imunoglobulinas é usada em investigação de gamopatias, não nesse quadro dermatológico.
- D)sorologia para sífilis.
Correta: a suspeita é de sífilis secundária, e a confirmação é feita com sorologia para sífilis.
- E)glicemia de jejum.
Glicemia de jejum pode ser útil em outros contextos, mas não é o exame principal para essas lesões úmidas em dobras.
Gabarito: D
Lesões úmidas, esbranquiçadas e em áreas de dobra cutânea fazem pensar em condiloma lata, que é uma manifestação da sífilis secundária. Elas costumam aparecer em locais quentes e úmidos, como axilas, virilha e região anogenital, e podem confundir quem olha rápido, porque parecem “fungo”, assadura ou até verruguinha macia. O ponto-chave é que o diagnóstico mais importante, nesse cenário, é a sorologia para sífilis. Em prova, isso costuma significar testes não treponêmicos, como VDRL ou RPR, muitas vezes acompanhados de teste treponêmico confirmatório, como FTA-ABS ou teste rápido treponêmico, conforme o protocolo usado. Ou seja: quando a clínica grita sífilis, o exame certo é o da sífilis, não um monte de exames genéricos que só fazem volume no laboratório. O raciocínio é clínico-laboratorial: a aparência das lesões orienta a suspeita, e a sorologia confirma a infecção. Então o gabarito D está correto porque as lesões descritas são típicas de sífilis secundária, e a confirmação diagnóstica passa por sorologia específica para Treponema pallidum.