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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Nos pacientes com AVC Isquêmico é fundamental avaliar o local da obstrução, pois o paciente pode se beneficiar de trombólise venosa, trombólise intra-arterial e trombectomia, dependendo de vários fatores. Entretanto, a transformação hemorrágica é uma complicação que pode ocorrer, aumentando a morbimortalidade. É importante sabermos os fatores preditivos de transformação hemorrágica no exame inicial, antes da trombólise. Assinale a opção que indica os fatores que têm maior chance de transformação hemorrágica.

Gabarito: A

Na prática do AVC isquêmico, a chance de transformação hemorrágica aumenta quando há mais tecido cerebral já comprometido e maior extensão do infarto. Pense assim: quanto maior a área isquêmica e pior a reperfusão abrupta, maior a chance de o vaso “vazar” depois da trombólise. Por isso, exames iniciais que mostram grande volume de déficit perfusional, oclusão mais proximal e sinais extensos de hipodensidade na tomografia acendem o alerta. O raciocínio é bem lógico: oclusões proximais costumam causar infartos maiores, com maior sofrimento da microcirculação e da barreira hematoencefálica. Quando a TC inicial já mostra área hipodensa extensa, isso sugere infarto estabelecido e maior risco de sangramento após recanalização. Em outras palavras, o cérebro já está dizendo: “essa região está muito machucada”. Entre os fatores preditivos clássicos de transformação hemorrágica, destacam-se: maior volume do infarto, maior gravidade clínica, hipodensidade extensa na TC inicial, oclusão proximal e reperfusão precoce em tecido muito lesado. Não é um diagnóstico para proibir automaticamente trombólise, mas ajuda a pesar risco e benefício. Assim, o gabarito é a alternativa A, porque reúne exatamente os três elementos que apontam para maior chance de transformação hemorrágica: grande volume de déficit perfusional, oclusão proximal e área hipodensa extensa na TC inicial.

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