Para o diagnóstico da Doença Celíaca, de acordo com os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, assinale a opção que deve ser investigado.
- A)Endoscopia esôfago-estomago-duodeno.
Errada, porque endoscopia isolada não basta sem a sorologia e a biópsia com avaliação histológica adequada.
- B)Dosagem de imunoglobulinas IgG e IgM.
Errada, porque IgG e IgM não são os exames de triagem padrão para doença celíaca no protocolo citado.
- C)Dosagem de anticorpos antigliadina IgG.
Errada, porque anticorpo antigliadina IgG não é o marcador preferencial nos protocolos atuais por menor desempenho diagnóstico.
- D)Dosagem de imunoglobulinas IgG e IgM e anticorpos antigliadina IgG.
Errada, porque mistura imunoglobulinas inespecíficas com um marcador sorológico ultrapassado para esse diagnóstico.
- E)Dosagem de anticorpo antitransglutaminase recombinante humana IgA (TTG), imunoglobulina (IgA) e biópsia de intestino delgado.
Certa, porque o protocolo do Ministério da Saúde orienta investigar TTG-IgA, IgA total e confirmar com biópsia de intestino delgado.
Gabarito: E
Na Doença Celíaca, o diagnóstico não se fecha com um único exame isolado: você geralmente começa pela sorologia e confirma com avaliação histológica quando indicado. O raciocínio é simples, mas a banca adora trocar os nomes dos exames para ver se você escorrega no detalhe. Pelos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, a investigação deve incluir anticorpo antitransglutaminase tecidual IgA (TTG-IgA), dosagem de imunoglobulina IgA total e biópsia de intestino delgado. A lógica é verificar se o paciente produz IgA adequadamente, porque a deficiência de IgA pode gerar falso-negativo sorológico. Se isso acontecer, a interpretação muda e podem ser necessários outros marcadores, como os IgG. A biópsia do intestino delgado entra porque ela mostra a lesão típica da mucosa, ajudando a confirmar o diagnóstico quando a suspeita clínica e a sorologia apontam na mesma direção. Em prova, pense assim: doença celíaca não é diagnóstico de “olhômetro”; é um combo de clínica, sorologia certa e confirmação anatômica quando necessária. Por isso, a alternativa correta é a que reúne TTG-IgA, IgA total e biópsia de intestino delgado, exatamente como previsto no PCDT do Ministério da Saúde.