Acerca dos reforçadores do comportamento de dor do paciente, analise as afirmativas a seguir. I. Refere-se tanto aos reforços positivos do comportamento de dor quanto a reforços negativos (evitar situações ou atividades aversivas). II. Não inclui formas mais sutis de reforço, como por exemplo, intervalo em conflitos familiares, participação de um familiar antes ausente, evitar problemas estressantes. Estes são exemplos de ganhos secundários. III. A investigação dos reforçadores do comportamento de dor inclui avaliar as mudanças nas atividades e as respostas sociais aos comportamentos de dor. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
A alternativa sustenta que apenas a afirmativa I estaria correta. De fato, I está correta ao reconhecer que os reforçadores do comportamento de dor podem ser positivos, como atenção e cuidados, e negativos, como a fuga de atividades ou situações aversivas. O problema é que a afirmativa III também está correta, pois a investigação desses reforçadores inclui observar mudanças na rotina e as respostas sociais ao comportamento doloroso.
- B)II, apenas.
A alternativa afirma que somente a afirmativa II está certa. O enunciado, porém, erra ao dizer que formas sutis de reforço não fazem parte da análise, porque o modelo comportamental da dor considera ganhos secundários e contingências sociais, como maior atenção familiar, redução de conflitos ou alívio de tarefas estressantes. Esses exemplos não ficam fora do conceito; eles são classicamente investigados como fatores que podem manter o comportamento de dor.
- C)III, apenas.
A alternativa aponta apenas a afirmativa III como correta. Ela acerta ao dizer que a avaliação dos reforçadores da dor passa por analisar mudanças nas atividades e as respostas sociais às queixas ou manifestações dolorosas. Mas a afirmativa I também é verdadeira, porque o reforço pode ocorrer tanto pelo ganho de atenção quanto pela fuga de estímulos ou atividades desagradáveis, de modo que a tese de exclusividade da alternativa não se sustenta.
- D)I e II, apenas.
A alternativa combina I e II como verdadeiras. A afirmativa I realmente corresponde ao conceito de reforçadores do comportamento de dor, pois inclui tanto reforço positivo quanto negativo. Já a II está errada, porque as formas sutis de reforço e os ganhos secundários, como atenção adicional, presença de familiar antes ausente e escape de situações estressantes, são exatamente elementos que entram na análise desses reforçadores.
- E)I e III, apenas.
A alternativa reúne as afirmativas I e III, que são as corretas. A I descreve adequadamente que o comportamento de dor pode ser mantido por consequências positivas, como atenção e cuidado, e por consequências negativas, como evitar atividades aversivas. A III também está certa porque a investigação clínica desses reforçadores exige observar mudanças de atividade e as reações sociais ao comportamento doloroso, enquanto a II contraria esse modelo ao excluir justamente contingências que fazem parte dos ganhos secundários.
Gabarito: E
Quando se fala em reforçadores do comportamento de dor, a ideia é simples: o organismo aprende que demonstrar dor pode trazer algum tipo de consequência que mantém esse comportamento. Isso pode acontecer por reforço positivo, como atenção, cuidado e alívio recebido, ou por reforço negativo, quando a pessoa passa a evitar algo desagradável, como esforço, conflito ou uma tarefa que gera sofrimento. Na prática, a dor não é só uma sensação física. Em muitos casos, ela também vira um comportamento que é influenciado pelo ambiente. Por isso, a avaliação não olha apenas para a queixa em si, mas para o que mudou na rotina, no trabalho, nas atividades e nas reações das pessoas ao redor quando o paciente demonstra dor. A afirmativa I está correta porque descreve exatamente essa lógica: reforços positivos e negativos podem manter o comportamento doloroso. A afirmativa III também está correta porque investigar reforçadores inclui observar alterações nas atividades e as respostas sociais ao comportamento de dor. A afirmativa II está errada porque esses exemplos descritos, como alívio de conflitos familiares, presença de um familiar antes ausente ou fuga de situações estressantes, são justamente formas mais sutis de reforço e de ganhos secundários. Ou seja, não ficam de fora da análise; pelo contrário, fazem parte dela. Por isso, o gabarito é E.