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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Assinale a opção que indica a patologia cirúrgica em que é contraindicado o uso de máscara e ambu durante as manobras de ressuscitação.

Gabarito: D

A questão cobra um ponto clássico da reanimação neonatal em malformações cirúrgicas. Em algumas situações, ventilar com máscara e ambu pode ser útil, mas em outras isso piora muito o quadro. O grande exemplo aqui é a hérnia diafragmática congênita: como há vísceras abdominais dentro do tórax, a ventilação com pressão positiva por máscara pode insuflar o estômago e o intestino, aumentar ainda mais a compressão pulmonar e dificultar a expansão do pulmão hipoplásico. Por isso, na hérnia diafragmática, o manejo inicial correto é evitar a ventilação por máscara e fazer intubação traqueal precoce, com descompressão gástrica por sonda. A lógica é simples: não transformar um tórax já apertado em um 'balão' ainda mais apertado. Esse é um ponto cobrado de forma muito recorrente em prova de medicina intensiva neonatal e cirurgia pediátrica. As demais patologias listadas não têm essa contraindicação específica de máscara e ambu. Em malformações como atresia de esôfago, onfalocele, gastrosquise e megacólon congênito, a abordagem neonatal tem outras prioridades, mas não existe essa proibição típica da ventilação com bolsa-máscara por risco de piora mecânica torácica como na hérnia diafragmática. Então, o gabarito é a letra D. O fundamento doutrinário é o manejo neonatal padronizado das malformações congênitas: na hérnia diafragmática, a ventilação com pressão positiva por máscara é evitada porque aumenta a distensão gástrica e agrava a insuficiência respiratória.

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