Assinale a opção que indica a patologia cirúrgica em que é contraindicado o uso de máscara e ambu durante as manobras de ressuscitação.
- A)Atresia de esôfago.
Errada, porque a atresia de esôfago não é a patologia clássica em que se contraindica máscara e ambu de forma absoluta durante a reanimação.
- B)Onfalocele.
Errada, pois a onfalocele exige proteção do conteúdo herniado, mas não é a situação típica de contraindicação à ventilação por máscara.
- C)Gastrosquise.
Errada, já que a gastrosquise demanda cuidados com as alças expostas, sem ser a malformação em que máscara e ambu são contraindicados na reanimação.
- D)Hérnia diagragmática.
Certa, porque na hérnia diafragmática a ventilação por máscara pode insuflar o estômago e piorar a compressão pulmonar.
- E)Megacolon congênito.
Errada, porque o megacólon congênito não é a condição clássica em que a ventilação com máscara e ambu é contraindicada.
Gabarito: D
A questão cobra um ponto clássico da reanimação neonatal em malformações cirúrgicas. Em algumas situações, ventilar com máscara e ambu pode ser útil, mas em outras isso piora muito o quadro. O grande exemplo aqui é a hérnia diafragmática congênita: como há vísceras abdominais dentro do tórax, a ventilação com pressão positiva por máscara pode insuflar o estômago e o intestino, aumentar ainda mais a compressão pulmonar e dificultar a expansão do pulmão hipoplásico. Por isso, na hérnia diafragmática, o manejo inicial correto é evitar a ventilação por máscara e fazer intubação traqueal precoce, com descompressão gástrica por sonda. A lógica é simples: não transformar um tórax já apertado em um 'balão' ainda mais apertado. Esse é um ponto cobrado de forma muito recorrente em prova de medicina intensiva neonatal e cirurgia pediátrica. As demais patologias listadas não têm essa contraindicação específica de máscara e ambu. Em malformações como atresia de esôfago, onfalocele, gastrosquise e megacólon congênito, a abordagem neonatal tem outras prioridades, mas não existe essa proibição típica da ventilação com bolsa-máscara por risco de piora mecânica torácica como na hérnia diafragmática. Então, o gabarito é a letra D. O fundamento doutrinário é o manejo neonatal padronizado das malformações congênitas: na hérnia diafragmática, a ventilação com pressão positiva por máscara é evitada porque aumenta a distensão gástrica e agrava a insuficiência respiratória.