A efedrina é comumente utilizada para tratar hipotensão pós bloqueio de neuroeixo. Em relação a este fármaco, assinale a afirmativa correta.
- A)Tem perfil farmacocinético favorável à infusão contínua.
Errada: a efedrina não tem perfil farmacocinético ideal para infusão contínua, sendo mais usada em bolus pela sua ação indireta e pela taquifilaxia.
- B)É uma catecolamina com ação direta em receptores alfa e beta.
Errada: ela não é uma catecolamina de ação direta em alfa e beta; isso descreve melhor fármacos como adrenalina e noradrenalina.
- C)É análoga à adrenalina mas com potência cerca de cem vezes menor.
Errada: a efedrina é análoga à adrenalina em efeito simpaticomimético, mas não se resume a uma comparação de potência cem vezes menor.
- D)É um simpaticomimético com ação indireta e mista em receptores alfa e beta.
Certa: a efedrina é um simpaticomimético de ação indireta e também direta, com ação mista em receptores alfa e beta.
- E)Possui ação preponderante em receptores beta 2.
Errada: ela não tem ação preponderante em beta 2; seu efeito clínico é mais ligado à elevação da pressão e estímulo simpático global.
Gabarito: D
A efedrina é um simpaticomimético clássico muito lembrado na anestesiologia porque ajuda a corrigir hipotensão, especialmente após bloqueio de neuroeixo. O ponto central é que ela não age só de um jeito: tem ação indireta, ao promover liberação de noradrenalina, e também ação direta em receptores adrenérgicos. Por isso, costuma ser chamada de fármaco de ação mista. Na prática, isso explica seu efeito pressor e cronotrópico, útil quando a queda de pressão vem acompanhada de bradicardia ou redução do tônus simpático. Como não é um agonista puramente seletivo, o efeito pode ser um pouco mais “amplo” e menos previsível do que o de catecolaminas de ação direta muito seletivas. A farmacologia aqui é bem de prova: ação mista, simpatomimética, com efeito em alfa e beta. O gabarito está na alternativa D porque ela descreve exatamente essa característica: a efedrina é um simpaticomimético com ação indireta e mista em receptores alfa e beta. Ela libera noradrenalina das terminações nervosas e também estimula receptores adrenérgicos, o que justifica seu uso para hipotensão pós-bloqueio de neuroeixo. Só para não confundir: efedrina não é catecolamina típica como adrenalina ou noradrenalina, e também não tem ação preponderante em beta 2. Em resumo, se a banca falar em efedrina, pense em droga mista, simpaticomimética e útil para subir pressão sem fazer cara de remédio superseletivo.