No intraoperatório de uma gastrectomia total, ocorre diminuição da saturação venosa central de 10 pontos (basal de 75%, redução para 65%). Considerando a saturação arterial de oxigênio 100%, a taxa de extração de oxigênio é de
- A)90%.
90% está errado porque confunde a saturação arterial com a taxa de extração e não aplica a fórmula.
- B)10%.
10% está errado porque corresponde apenas à queda absoluta da saturação venosa, não ao percentual extraído.
- C)35%.
Correta: (100 - 65) / 100 = 35%, que é a taxa de extração de oxigênio.
- D)30%.
30% está errado porque arredonda ou estima de forma imprecisa o valor obtido pela fórmula.
- E)45%.
45% está errado porque superestima a extração e não bate com a diferença entre saturação arterial e venosa.
Gabarito: C
A taxa de extração de oxigênio mostra quanto do oxigênio entregue aos tecidos foi de fato consumido. Na prática, ela é calculada pela fórmula: (saturação arterial de O2 - saturação venosa de O2) / saturação arterial de O2. É um jeito simples de medir o quanto o organismo está "espremendo" o oxigênio que recebe. Neste caso, a saturação arterial está em 100% e a venosa central caiu para 65%. Então, a extração é (100 - 65) / 100 = 35%. O dado basal de 75% só ajuda a mostrar que houve aumento da extração, porque o sangue venoso voltou com menos oxigênio do que antes. Em UTI e no intraoperatório, uma queda da saturação venosa central costuma sugerir aumento da demanda, redução da oferta de oxigênio ou ambos. O raciocínio é sempre esse: se o tecido recebe menos oxigênio, ele retira mais do que chega, e a saturação venosa cai. É a conta clássica de fisiologia aplicada, daquelas que a banca adora fazer parecer mais dramática do que é. Por isso, o gabarito é C: a taxa de extração de oxigênio é 35%.