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Medicina · FGV · 2021

Questão comentada de Medicina

Assinale a opção que não apresenta um alvo no tratamento da cetoacidose diabética num paciente com diabetes mellitus tipo 1.

Gabarito: A

A cetoacidose diabética (CAD) é uma urgência endocrinológica clássica: o paciente chega desidratado, acidótico, com hiperglicemia e déficit importante de insulina. O tratamento gira em torno de quatro pilares bem conhecidos: reposição volêmica, insulinoterapia, correção de potássio e investigação/tratamento do fator desencadeante. Em outras palavras, a ideia é tirar o paciente do colapso metabólico e impedir que o quadro volte logo depois. A hidratação vem primeiro para melhorar perfusão e reduzir a glicemia de forma indireta. Depois, a insulina entra para frear a cetogênese e corrigir a acidose. Mas atenção: antes e durante a insulina, você precisa olhar o potássio, porque ele costuma estar “falsamente normal” ou baixo no soro e pode despencar com o tratamento, o que é perigoso para o coração. Também é obrigatório procurar o gatilho da descompensação, como infecção, omissão de insulina, IAM ou outro estressor. Isso é parte do tratamento, porque se você não achar a causa, o paciente melhora hoje e descompensa amanhã. Na prática, a CAD é uma corrida em equipe: soro, insulina, potássio e causa. O gabarito é a letra A porque a reposição de bicarbonato não é alvo rotineiro do tratamento da CAD. Ela fica reservada, em geral, para situações muito específicas de acidemia extrema, e não como medida padrão. Esse é um ponto clássico de prova: bicarbonato parece intuitivo, mas na maioria dos casos ele não faz parte da conduta de base.

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