Avalie os exames listados a seguir. 1.Dosagem de Oxido nítrico nasal 2. Análise genética 3. Avaliação do movimento ciliar por vídeos de alta velocidade 4. Teste do suor 5. Dosagem de sacarina 6. Avaliação dos defeitos ciliares pela microscopia Para o diagnóstico de Discinesia Ciliar Primária, somente devem ser solicitados os exames
- A)1, 2, 3 e 6.
Correta, porque reúne os exames realmente úteis na investigação da Discinesia Ciliar Primária: óxido nítrico nasal, genética, vídeo de alta velocidade e microscopia eletrônica.
- B)1, 2, 4 e 5.
Errada, porque inclui teste do suor e dosagem de sacarina, que não são exames diagnósticos de rotina para Discinesia Ciliar Primária.
- C)3, 4, 5 e 6.
Errada, porque traz teste do suor e dosagem de sacarina, que se relacionam mais com outros contextos, especialmente fibrose cística e depuração mucociliar.
- D)1, 3, 4 e 5.
Errada, porque o teste do suor e a dosagem de sacarina não compõem o conjunto padrão para confirmar Discinesia Ciliar Primária.
- E)2, 3, 5 e 6.
Errada, porque a dosagem de sacarina não é exame padrão para o diagnóstico de Discinesia Ciliar Primária, apesar de os outros itens serem compatíveis.
Gabarito: A
A Discinesia Ciliar Primária (DCP) é uma causa clássica de infecções respiratórias de repetição, sinusite crônica, otite de repetição e, em alguns casos, situs inversus. O ponto principal é lembrar que o problema está no funcionamento estrutural e motor dos cílios, então os exames mais úteis são os que avaliam a função ciliar e a sua estrutura, além do apoio genético. A banca gosta muito de misturar testes que parecem “respiratórios”, mas que na prática investigam outras doenças. O dosímetro aqui é simples: se o exame conversa com o cílio, ele entra; se é mais para fibrose cística ou triagem de mucociliaridade inespecífica, fica de fora. Na DCP, a dosagem de óxido nítrico nasal costuma estar reduzida e ajuda bastante na suspeita diagnóstica. A análise genética também é importante, porque há múltiplos genes associados à doença. A avaliação do movimento ciliar por vídeos de alta velocidade é outro exame clássico, pois permite observar o batimento ciliar anormal em tempo real. Já a microscopia eletrônica pode mostrar defeitos ultraestruturais dos cílios, como alterações de braço de dineína e outras anomalias axonemais. É por isso que o gabarito A está correto: 1, 2, 3 e 6 são exames usados na investigação de DCP. Em provas, o raciocínio é: óxido nítrico nasal baixo, estudo genético, análise funcional do batimento ciliar e microscopia eletrônica apontam para a doença. O diagnóstico pode exigir combinação de achados, porque nenhum exame isolado fecha tudo sozinho em 100% dos casos. O teste do suor é o intruso da lista, porque ele é mais relacionado à fibrose cística, que entra no diferencial, mas não é exame diagnóstico de DCP. A dosagem de sacarina também não é exame padrão para confirmar DCP, embora possa aparecer em discussões antigas sobre depuração mucociliar. Em resumo: para DCP, pense em função ciliar, genética e microscopia; para fibrose cística, pense em suor.