Na realização da uretrotomia interna para uma estenose de uretra peniana, a complicação mais frequente é a(o)
- A)recorrência da estenose.
Correta, porque a recorrência da estenose é a complicação mais frequente após a uretrotomia interna.
- B)hemorragia.
Errada, pois hemorragia pode ocorrer, mas não é a complicação mais comum do procedimento.
- C)extravazamento de líquidos para os tecidos periesponjosos.
Errada, o extravasamento para tecidos periesponjosos é possível como intercorrência, mas não é a principal complicação esperada.
- D)disfunção erétil.
Errada, disfunção erétil não é a complicação mais frequente da uretrotomia interna.
- E)formação de fístulas espongiocavernosas.
Errada, fístulas espongiocavernosas são complicações incomuns e bem menos frequentes do que a recidiva da estenose.
Gabarito: A
A uretrotomia interna é um tratamento endoscópico para estenose uretral, em que se faz uma incisão na área estreitada para tentar restabelecer o calibre da uretra. Parece simples, mas a uretra tem um talento irritante para cicatrizar de novo, principalmente quando a estenose é mais longa, mais fibrosa ou localizada em segmentos com maior risco de recidiva, como a uretra peniana. Na prática, a complicação mais comum depois do procedimento não é sangramento importante, nem fístula, nem disfunção erétil. O problema que mais aparece é a reestenose, ou seja, a volta da estenose por nova cicatrização do local tratado. Por isso, a uretrotomia interna costuma ter resultados melhores em estenoses curtas e selecionadas, e não deve ser vista como solução mágica universal. Em urologia, a lógica é bem direta: se a lesão cicatricial tende a reaparecer, a recidiva vira a complicação mais frequente. Em estenose de uretra peniana, esse risco é ainda mais relevante, o que faz da recorrência a resposta clássica cobrada em prova. Então, o gabarito A está correto porque a principal complicação da uretrotomia interna é a recorrência da estenose, isto é, a reestenose do segmento tratado.