A inibição seletiva de TYK2 bloqueia a via de sinalização de
- A)IFN gama.
Errada, porque o IFN gama sinaliza principalmente por JAK1/JAK2, e não é a associação clássica cobrada para TYK2.
- B)IL4.
Errada, pois a IL-4 sinaliza via JAK1/JAK3, não pela via de TYK2.
- C)IL6.
Errada, porque a IL-6 usa sobretudo JAK1 e JAK2 com gp130, não sendo a resposta esperada para TYK2.
- D)IL23.
Certa, porque a IL-23 depende de sinalização associada à TYK2, e sua inibição bloqueia essa via inflamatória.
- E)IL17.
Errada, pois a IL-17 é mais um produto efetor da resposta Th17 do que a citocina classicamente ligada à TYK2.
Gabarito: D
A TYK2 é uma tirosina quinase da família JAK, envolvida na transmissão de sinais de várias citocinas. Quando ela é inibida seletivamente, você corta principalmente vias ligadas a citocinas da resposta inflamatória, especialmente a IL-23, que participa da ativação e manutenção da resposta Th17, muito importante em doenças como psoríase e outras autoimunes. Pense assim: a citocina chega, o receptor é ativado e a TYK2 ajuda a “levar o recado” para dentro da célula. Se você bloqueia essa peça, o sinal não anda direito. É uma estratégia moderna de imunomodulação, bem na linha dos inibidores de vias intracelulares usados em reumatologia e dermatologia imunológica. O gabarito é a letra D porque a IL-23 sinaliza por receptores associados à TYK2. Por isso, a inibição seletiva de TYK2 bloqueia essa via. Em termos práticos, isso reduz a cascata inflamatória ligada ao eixo IL-23/Th17. As outras alternativas não são o alvo clássico dessa quinase de forma tão direta nesse tipo de questão. A banca costuma cobrar esse detalhe de biologia molecular aplicada: não basta saber a doença, você precisa saber qual citocina conversa com qual via. E aqui o casamento é TYK2 com IL-23.