No diagnóstico diferencial de baixa estatura não estão incluídas
- A)a baixa estatura psicossocial.
Certa: a baixa estatura psicossocial é causa clássica de baixa estatura e entra no diagnóstico diferencial.
- B)as doenças endócrinas, como diabetes tipo 1 mal controlado e síndrome de Cushing.
Certa: doenças endócrinas, como diabetes tipo 1 mal controlado e síndrome de Cushing, podem reduzir o crescimento linear.
- C)as variantes do crescimento normal, como baixa estatura familiar.
Certa: variantes do crescimento normal, como baixa estatura familiar, devem ser lembradas no diferencial.
- D)as doenças genéticas, como a síndrome de Mallory-Weiss.
Errada: síndrome de Mallory-Weiss é lesão de mucosa do tubo digestivo, não doença genética relacionada à baixa estatura.
- E)as displasias esqueléticas, como mutação do Shox.
Certa: mutação do SHOX é causa de displasia esquelética associada a baixa estatura.
Gabarito: D
Na avaliação de baixa estatura, você sempre pensa em um grupo amplo de causas: variantes normais do crescimento, doenças endócrinas, condições psicossociais, doenças sistêmicas, causas genéticas e displasias esqueléticas. A ideia é não cair na armadilha de achar que toda criança baixa tem “apenas” atraso constitucional. Às vezes o problema está no hormônio, às vezes no ambiente, às vezes na estrutura óssea, e às vezes é só uma variação da normalidade mesmo. As variantes do crescimento normal incluem a baixa estatura familiar e o atraso constitucional do crescimento e da puberdade. Já entre as causas endócrinas entram situações como hipotireoidismo, deficiência de GH, síndrome de Cushing e diabetes tipo 1 mal controlado, que podem comprometer o crescimento linear. Também existem as causas psicossociais, quando o contexto de privação afeta o desenvolvimento da criança. As doenças genéticas e as displasias esqueléticas também fazem parte do diagnóstico diferencial. Um exemplo clássico é a mutação do gene SHOX, associada a baixa estatura desproporcional. Ou seja, é um tema de raciocínio clínico: olhar para o padrão de crescimento, para a proporcionalidade corporal e para o contexto clínico. O gabarito é a letra D porque a síndrome de Mallory-Weiss não é doença genética. Ela é uma lesão de mucosa na junção gastroesofágica, geralmente relacionada a vômitos intensos e laceração, portanto nada tem a ver com o diagnóstico diferencial de baixa estatura. É a típica opção “com nome bonito” que tenta confundir quem está correndo na prova.