O abuso de café em adolescentes pode estar relacionado ao surgimento de hipertensão arterial sistêmica. Isto deve se relacionar ao mecanismo potencial de
- A)estimulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Errada: cafeína não é cobrada como estimuladora direta do sistema renina-angiotensina-aldosterona nesse contexto.
- B)inibição das prostaglandinas.
Errada: a inibição de prostaglandinas não é o mecanismo principal usado para explicar hipertensão por abuso de café em adolescentes.
- C)vasoconstrição.
Certa: a cafeína favorece aumento do tônus vascular e vasoconstrição, elevando a resistência periférica e a pressão arterial.
- D)aumento da espessura da camada intima arterial.
Errada: aumento da espessura da íntima arterial é alteração estrutural crônica, não o mecanismo agudo relacionado ao consumo de cafeína.
- E)redução da atividade do sistema calicreína-cininas.
Errada: redução da atividade do sistema calicreína-cininas não é o mecanismo clássico cobrado para esse efeito da cafeína.
Gabarito: C
A cafeína, quando consumida em excesso por adolescentes, pode elevar a pressão arterial de forma transitória. O mecanismo mais lembrado em prova é a vasoconstrição, porque a cafeína antagoniza a adenosina, que normalmente ajuda a promover vasodilatação e um efeito mais “calmo” sobre o sistema cardiovascular. Sem esse freio, o tônus vascular pode aumentar e a pressão subir. Em pediatria e adolescência, a banca costuma cobrar esse raciocínio fisiológico direto: excesso de estimulante - mais ativação simpática e menos vasodilatação - maior chance de hipertensão arterial. Não é um dano estrutural crônico do vaso, mas um efeito funcional e hemodinâmico, que pode aparecer especialmente com consumo elevado de café, energéticos e produtos com cafeína. Por isso, o gabarito é a alternativa C. Vasoconstrição é a resposta que melhor explica a elevação da pressão no contexto do abuso de café. Quando o vaso aperta, a resistência periférica sobe e a pressão arterial acompanha a brincadeira, sem pedir licença. As outras alternativas até parecem “sofisticadas”, mas não são o mecanismo clássico cobrado aqui. Em questões de FGV, vale lembrar que eles gostam de conectar substâncias estimulantes com alteração do tônus vascular e do sistema autonômico, em vez de efeitos endócrinos ou lesões arteriais tardias.