Quadro clínico de hemorragias intermitentes no 1º trimestre de gestação, ausência de contrações uterinas, desproporção do volume uterino, hiperemese gravídica e cistos teca-luteínicos. Esse quadro clínico sugere
- A)ameaça de abortamento.
Errada: ameaça de abortamento pode causar sangramento no primeiro trimestre, mas não explica útero desproporcional, hiperemese gravídica nem cistos teca-luteínicos.
- B)mola hidatiforme.
Certa: a mola hidatiforme cursa com sangramento precoce, aumento uterino acima do esperado, hCG elevado com hiperemese e pode formar cistos teca-luteínicos.
- C)toxemia gravídica.
Errada: toxemia gravídica se relaciona a pré-eclâmpsia, que ocorre após 20 semanas e não costuma dar esse conjunto de achados do primeiro trimestre.
- D)prenhez ectópica.
Errada: prenhez ectópica geralmente cursa com dor e sangramento, mas não com aumento uterino desproporcional, hiperemese ou cistos teca-luteínicos.
- E)cistadenocarcinoma seroso-papilífero.
Errada: cistadenocarcinoma seroso-papilífero é tumor ovariano, não quadro típico de gestação inicial com sangramento e alterações hormonais da doença trofoblástica.
Gabarito: B
Esse quadro é bem sugestivo de mola hidatiforme, uma forma de doença trofoblástica gestacional. O sinal de alerta costuma ser a combinação de sangramento no primeiro trimestre, útero maior do que o esperado para a idade gestacional e hiperemese gravídica, porque a produção de hCG fica muito alta. Em exames e na prática, isso pode vir acompanhado de cistos teca-luteínicos nos ovários, que aparecem justamente por essa estimulação hormonal excessiva.