Assinale a opção que está associada às condições de pseudoescleroderma.
- A)Porfiria cutânea tarda e fenilcetonúria.
Correta: porfiria cutânea tarda e fenilcetonúria são associações clássicas com pseudoescleroderma, pois podem produzir lesões cutâneas sclerodermiformes.
- B)Polimiosite e fenilcetonúria.
Errada: polimiosite pode coexistir com síndromes de sobreposição, mas não é associação clássica de pseudoescleroderma.
- C)Porfiria cutânea tarda e hanseníase.
Errada: porfiria cutânea tarda até entra no tema, mas hanseníase não é a dupla clássica cobrada para pseudoescleroderma.
- D)Síndrome de Gardner e líquen nítido.
Errada: síndrome de Gardner e líquen nítido não são associações típicas de quadro sclerodermiforme mimetizador.
- E)Progeria e homocistinúria.
Errada: progeria e homocistinúria são doenças genéticas importantes, mas não formam a associação clássica de pseudoescleroderma.
Gabarito: A
Pseudoescleroderma é o nome dado a quadros que imitam esclerodermia, principalmente porque deixam a pele endurecida, espessada ou com aspecto de fibrose, mas sem ser necessariamente esclerose sistêmica. Em prova, a banca costuma cobrar associações clássicas com doenças metabólicas ou dermatológicas que fazem esse “disfarce” cutâneo. Aqui, o raciocínio é lembrar das condições que podem dar lesão sclerodermiforme, isto é, parecida com esclerodermia, sem serem a doença reumatológica verdadeira. A porfiria cutânea tarda é um exemplo tradicional: o acúmulo de porfirinas gera fotossensibilidade e pode cursar com alterações cutâneas que simulam esclerodermia. A fenilcetonúria também entra na lista por poder se associar a alterações cutâneas e aspecto sclerodermiforme em alguns contextos. Por isso, a alternativa A é a correta: ela traz duas condições classicamente ligadas ao pseudoescleroderma. As outras opções misturam doenças que até podem lembrar o universo reumatológico ou dermatológico, mas não formam a associação clássica cobrada aqui. Em concurso, vale pensar assim: pseudoescleroderma não é sinônimo de esclerose sistêmica, e a questão quer exatamente a dupla conhecida de causa mimetizadora. É uma cobrança mais de memória associativa do que de fisiopatologia pesada.