A respeito do câncer de bexiga, assinale a afirmativa correta.
- A)A bexiga é o segundo sítio mais comum de tumores uroteliais.
Errada: a bexiga é o sítio mais comum dos tumores uroteliais, e não o segundo.
- B)A maioria dos tumores de bexiga tem invasão do músculo detrusor por ocasião do diagnóstico.
Errada: a maioria dos tumores de bexiga é diagnosticada sem invasão do músculo detrusor.
- C)Os sintomas mais comuns do câncer de bexiga são irritativos, seguidos de hematúria.
Errada: o sintoma mais comum é hematúria indolor, e não sintomas irritativos como principal apresentação.
- D)História prévia de radioterapia pélvica não influencia na escolha da técnica de reconstrução após cistectomia radical.
Errada: história prévia de radioterapia pélvica influencia, sim, o planejamento e a escolha da reconstrução após cistectomia radical.
- E)Na mulher o tratamento do câncer de bexiga músculoinvasivo deve incluir, além da cistectomia radical, o útero, o colo uterino, as trompas e a parede anterior da vagina.
Certa: na mulher com câncer de bexiga músculo-invasivo, a cirurgia pode incluir cistectomia radical associada à ressecção do útero, colo uterino, trompas e parede anterior da vagina.
Gabarito: E
O câncer de bexiga, na maioria das vezes, é um tumor urotelial e costuma chamar atenção por um sinal clássico: hematúria indolor. Ou seja, sangue na urina sem muita cerimônia. Sintomas irritativos, como urgência e aumento da frequência urinária, podem aparecer, mas não são o quadro mais típico no início. Um ponto importante é que, ao diagnóstico, a maioria dos tumores ainda não invadiu o músculo detrusor. Isso separa os casos em doença não músculo-invasiva e músculo-invasiva, o que muda bastante o tratamento. Quando há invasão muscular, a cirurgia ganha peso e pode exigir cistectomia radical. É justamente aí que a alternativa E fica correta. Na mulher com câncer de bexiga músculo-invasivo, o tratamento cirúrgico padrão costuma incluir, além da cistectomia radical, a retirada dos órgãos adjacentes comprometidos pelo campo de ressecção: útero, colo uterino, trompas e parede anterior da vagina. Isso reflete o conceito de exenteração pélvica anterior em casos selecionados. A lógica é simples: a cirurgia oncológica não busca só tirar a bexiga, mas também garantir margens adequadas quando há risco de extensão local. Então, quando a banca fala em anatomia cirúrgica e extensão da ressecção na mulher, ela está cobrando esse detalhe clássico de urologia oncológica.