Assinale a opção que indica as estruturas que podem ser visualizadas, respectivamente, pela angulação medial e pela angulação lateral do corte paraestenal eixo longo.
- A)Via de entrada do ventrículo direito e via de saída do ventrículo direito.
Correta: a angulação medial evidencia a via de entrada do ventrículo direito e a lateral evidencia a via de saída do ventrículo direito.
- B)Via de entrada do ventrículo esquerdo e via de saída do ventrículo esquerdo.
Errada: essas estruturas são mais relacionadas ao ventrículo esquerdo, não à progressão medial-lateral do corte paraesternal eixo longo.
- C)Via de entrada do ventrículo direito e veia pulmonar.
Errada: a via de entrada do ventrículo direito aparece na angulação medial, mas veia pulmonar não é o par clássico da angulação lateral nesse corte.
- D)Veia cava inferior e veias hepáticas.
Errada: veia cava inferior e veias hepáticas são vistas em outras janelas ecocardiográficas, especialmente subcostais, não nesse corte.
- E)Aorta ascendente e aorta descendente.
Errada: aorta ascendente e descendente podem ser vistas em outros planos, mas não correspondem à associação pedida entre angulação medial e lateral.
Gabarito: A
No corte paraesternal eixo longo do ecocardiograma, a ideia é lembrar que o transdutor pode ser angulado para “varrer” estruturas diferentes do coração. Quando você faz a angulação medial, costuma visualizar melhor a via de entrada do ventrículo direito, isto é, a região tricúspide e o influxo vindo do átrio direito. Já na angulação lateral, o foco se desloca para a via de saída do ventrículo direito, incluindo a região do trato de saída e a valva pulmonar. Esse tipo de pergunta é muito de anatomia aplicada ao eco: a banca quer saber se você sabe em que direção “aparece” cada estrutura quando muda o ângulo do corte. Não basta decorar o nome da janela, porque a orientação do feixe muda o que entra no campo de visão. Por isso, a alternativa A está correta: angulação medial mostra a via de entrada do ventrículo direito e angulação lateral mostra a via de saída do ventrículo direito. É o clássico ajuste fino do parasternal longo, bem ao estilo do eco que adora transformar um pequeno giro do transdutor em uma imagem completamente diferente. Na prática, o raciocínio é puramente anatômico e ecocardiográfico, sem um fundamento legal específico. O que vale aqui é a correlação entre posição do transdutor, eixo do corte e estruturas cardíacas visualizadas.