Pacientes com litíase urinária, devido à diátese gotosa, podem formar cálculos de
- A)ácido úrico e oxalato de cálcio.
Correta: a diátese gotosa se associa principalmente a cálculos de ácido úrico e também a oxalato de cálcio.
- B)ácido úrico e fosfato de cálcio.
Errada: fosfato de cálcio não é a associação clássica da diátese gotosa, aparecendo mais em outros distúrbios metabólicos.
- C)ácido úrico e cistina.
Errada: cistina sugere cistinúria, uma causa genética de litíase, não gota.
- D)ácido úrico e estruvita.
Errada: estruvita costuma estar ligada a infecção urinária por bactérias urease-positivas, não à diátese gotosa.
- E)ácido úrico e carbonato de cálcio.
Errada: carbonato de cálcio não é a associação típica cobrada para esse quadro metabólico.
Gabarito: A
Na diátese gotosa, o paciente tem tendência a produzir e eliminar mais ácido úrico, e isso favorece principalmente a formação de cálculos de ácido úrico. Mas a história não para aí: o excesso de ácido úrico também pode servir de “núcleo” para cristalização de outros sais, especialmente o oxalato de cálcio. Por isso, em prova, a associação clássica é com cálculos de ácido úrico e de oxalato de cálcio. O ponto-chave é lembrar que a litíase urinária não depende de um único tipo de cálculo. O ambiente urinário ácido favorece ácido úrico, enquanto o oxalato de cálcio aparece com muita frequência na prática e pode coexistir com alterações metabólicas como a hiperuricosúria. É aquela velha história: a urina faz o trabalho em grupo quando a bioquímica desanda. Assim, o gabarito A está correto porque reúne os dois tipos que mais se associam à diátese gotosa. As demais alternativas trazem tipos de cálculos ligados a outros cenários, como infecção urinária, distúrbios do cálcio ou doenças específicas do trato urinário. Resumo de prova: gota lembra hiperuricemia, urina mais ácida e cálculo de ácido úrico, com associação frequente a oxalato de cálcio.